quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Promessas são feitas com o único e exclusivo objetivo de serem quebradas. Já disse que criaria porcos-espinho, mas não expectativas. Frustrada, mais uma vez, lembro-me da resolução. Agora, meu Deus, só agora!

Comparo as minhas esperanças às ervas daninhas do quintal, arranco-as de uma vez, cortando o mal pela raiz. Mas é incrível a facilidade que elas têm de tornar a crescer. Tenho alma adubada, só pode! 

Já tentei de tudo. Absolutamente tudo! 

Mandinga, simpatia, oração, castigo, reprimenda, terapia, acupuntura, homeopatia, baba do sapo verde, tai chi, ioga, tantra, meditação, academia, massagem, musculação. Nada deu resultado!

Continuo assim, sonhadora, fantasiosa, movida a paixões. Sou daquele tipo de gente que é feita de um material diferente, sabe? Que acredita nas pessoas, dá passagem no trânsito, devolve o carrinho de supermercado para o lugar correto.

Sou essa gente que dá a cara pra bater. E faz promessas para não apanhar mais. E quebra as promessas porque lá no fundo ainda confia na sorte, na vida, nas pessoas, na possibilidade de um mundo melhor.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hermético #8

Aquele silêncio gelado que saiu da sua boca cortou o ar e me levou direto pra Sibéria. Mãos frias. Suadas. Coração disparado. Nenhuma palavra. Meu ser despedaçado em ansiedade, medo e desejo.

Você? Só silêncio. Longo. Tenebroso. Aterrorizante.

E, de repente, o silêncio se fez riso. Aquele sorriso no olhar que só você tem. Da boca, palavras. Dizendo não, não posso, não vou. Em discrepância com o olhar.

Os olhos são janelas da alma, te disse. Você me pediu ajuda quando eu não mais podia. Imóvel, racional, falei o que você queria ouvir. Mas neguei com meu corpo, com meus olhos. Com tudo que eu ainda podia, menos com as palavras.

Você partiu.
Deixou todas as portas abertas.
E um sorriso no olhar.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Coração bandido

Tenho um coração bandido que me trai a todo instante. Dispara quando não deve, se entrega quando não pode, congela sem dar explicações.

É de fazer vergonha. Quase sai pela boca e depois faz cara de paisagem. Nem se dá o trabalho de se fazer entender. Coração bipolar, é isso que tenho.

Bandido, leviano, distraído, safado. Parece gato de armazém. Qualquer afago, o menor agrado, já o tem.

Arisco, arredio, desconfiado. Se paira uma dúvida, já se vai.

Fechado, solitário, taciturno não. Na verdade, emburrado. Um mimo, um dengo, um charme já o colocam na pista novamente.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Aniversário

Eu tenho essa coisa de ser só, andar só, ficar só. As pessoas pensam que me isolo pra meditar, entender o mundo ou algo do tipo.

Não. Não é bem isso. A questão é que adoro minha companhia. E, às vezes, gosto bem mais do que a dos outros.

Não me maltrato, não me decepciono. Não minto pra mim e até me mimo bastante.

Feliz aniversário pra quem está num cruzeiro fantástico e já deu um mergulho no mar hoje. À noite tem mais!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Lolly

Quando eu crescer, quero ser igual a você. Disse e partiu.

Eu fiquei. Fiquei sozinha, sem tempo de me despedir e, também, de entender.

Igual a mim? Como? Se nem mesmo eu quero ser eu algumas vezes.

Uma coisa que se diz de brincadeira. Nem se deve levar a serio. Mas disse. E eu fiquei lisonjeada e boba e sem-jeito. E ela foi embora. E nem tive tempo de agradecer.

Diario Gerundio

Adoro plagio. Isto posto...

Acontecendo e deixando acontecer. Agindo. Apaixonando-me perdidamente pelo Popeye e suas duas mil tatuagens. Ouvindo sereias cantarem no por do sol. Perdendo o bom senso, juízo e a vergonha na cara. Frequentando escombros. Sendo menina-mulher-criança tudo ao mesmo tempo agora. Chorando de saudades. Procurando os acentos, os acertos e o rumo. Fugindo de mim mesma. Sendo outra quando não há mais o que ser. Perdendo a linha e, talvez, o carretel inteiro. Tentando guardar o arrependimento na caixinha. Me escondendo no sono, nos sonhos e nas alucinacoes. Entorpecendo a alma.

Momentos

VII

Correu os dedos nas minhas costas provocando arrepios. Falou baixinho ao meu ouvido. Segurou minhas mãos.

Se perdeu no meu olhar. Deitou a cabeça em meu peito e suspirou. Desejou que o tempo parasse.

Contou sonhos, ideias, tristezas. Falou da mãe. Não conteve as lágrimas ao lembrar-se daquela última vez em que haviam se visto.

Entregou-se de corpo e alma por três horas inteiras. Depois disso, vestiu-se e partiu. Nunca mais nos vimos.

Existem pessoas que não devem se encontrar. Eu sabia disso. Ele também.

Suicidou-se em 15 de novembro de 1983. Vi no obituário. Surreal.

Ainda tenho a sensação de que numa noite dessas qualquer, vou entrar em um bar falando alto, gesticulando muito, escorregar e cair no colo dele. Como na primeira e única vez.

Katie Scarlet

Sem noção. Acho que é isso. Comportamento esdrúxulo? Não. Sem noção mesmo.

Mas o que não tem remédio, remediado está. É o que dizem os mais velhos.

Amanhã eu penso nisso.
Hoje eu vou dormir.

sábado, 19 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Saturno

Entre o que é certo e o que quero, escolho o que é certo.
Influências astrológicas ou crise-da-muita-idade?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Meu amor, cadê você?

Eu acordei, não tem ninguém ao lado...

Não tem ninguém que segure minha mão quando tenho medo. 
Não tem ninguém que me abrace quando tenho pesadelos. 
Não tem ninguém que me traga paz quando vem a ventania.

Não! Ninguém.

E ninguém cuida de mim quando estou doente. 
Ninguém sabe quando sofro. 
Ninguém, mas ninguém mesmo, vê as minhas lágrimas. 
Há quem acredite, inclusive, que elas não existam.

E nesse vai e vem, eu vou. 
Vou por aí doendo, sofrendo, 
e todas as rimas que se possa imaginar.

Sonho. 
Sofro. 
Morro.
Renasço. 

Acordo...  sem ninguém ao lado!

Herrar é Umano!

Falhas. Todos temos falhas, erros e deficiências. Sim, erramos. Sabendo ou não, erramos.

A diferença está no que fazemos com o resultado dos erros. Eles podem permanecer ad eternum embaixo do tapete. E isso é digno. Podemos resolvê-los também. E continua digno.

A questão é sustentar. O que você consegue fazer com suas falhas? Esconder? Assumir? Aprender?

Independentemente da resposta, sustente e siga em frente.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Não estava em férias, apenas desapareci. Na concha, como costumo dizer. Estou morando lá e a concha está fechada. Fechada para interações, amigos, vizinhos, tudo. FE-CHA-DA!