domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que eu não faço por você?


7 coisas que tenho que fazer:
- Organizar armários (quartos, banheiro e cozinha)
- Estudar para a prova
- Imposto de renda
- Exercícios
- Paquerar mais
- Sair pra dançar
- Terapia

7 coisas que mais digo:
- C$#%ˆ&*%!
- Ah neeeem
- Igor!
- Maria Flor!
- Será?
- Acho que não, hein?
- Se o dono do problema não está preocupado, eu é que não vou perder meu tempo.

7 coisas que faço bem: 
- Trabalhar
- Dirigir
- Escrever (?)
- Cozinhar
- Mimar os gatos
- Conversar
-  *******   (acho que pega mal publicar isso)

7 defeitos:
- Preguiçosa
- Impaciente
- Ansiosa
- Rabugenta
- Impertinente
- Sarcástica
- Cínica

7 qualidades:
- Fiel
- Inteligente
- Criativa
- Engraçada (não é palhaça, ok?)
- Sincera
- Dedicada
- Espontânea

7 coisas que adoro:
- Viajar
- Dançar
- Ler
- Assistir filmes
- Comer
- Dormir
- Beijar

7 coisas que detesto:

- Espertinhos no trânsito
- Gente que faz aspas com os dedos no ar
- Frases iniciadas com "No caso"
- Grito
- Mentira
- Impostos
- Política

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

    
Não entendo a dificuldade das pessoas em retribuir um sorriso, cumprimentar, dizer ao menos um simples bom dia. Não, as pessoas não se olham mais, não se tocam mais, não trocam. Cada vez mais fechadas em seus mundinhos particulares com desejos egoístas sem olhar para os outros. Até se tornarem solitárias demais, até ficarem cegas, até não ter mais retorno.  
  

Eu dou piti!

mas não gosto. É chato, a gente se torna antipática e  ainda entra num padrão vibratório negativo difícil de sair.  O problema é que hoje em dia parece que as coisas só funcionam na base da porrada. Se você não grita, não reclama, não xinga, enfim, não dá piti ninguém te ouve.

Os mal-educadinhos de plantão furam a fila na sua frente. Você é ignorado por balconistas, garçons e vendedores. Na prestação de serviços, só ouve: desculpe, mas não é aqui. E quando consegue alguma atenção, parece que estão lhe fazendo um favor.

Tanto adesivo, camiseta e barulho sobre Gentileza e só consigo enxergar grosseria por aí.
É a falta de tempo? Excesso de trabalho?
        
        
Romantismo é tão lindo em propaganda de margarina.
É uma pena que na vida real cause crise de asma.
    

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CurtinhaS

  
A rádio que toca na minha cabeça interrompe a programação musical pra passar uma vinheta. Não entendi o que foi anunciado, mas agora está ecoando: PER - SO - NA - LI - DA - DEEEE  -  PER - SO - NA - LI - DA - DEEEE  -  PER - SO - NA - LI - DA - DEEEE.
Como se fosse um mantra.
Me dá vontade de completar: DI - FÍÍÍ - CIL  -  DI - FÍÍÍ - CIL  -  DI - FÍÍÍ - CIL  -  DI - FÍÍÍ - CIL
*********************************************************************************
Gosto de horóscopo porque me dá a chance de explicar comportamentos absurdos dizendo apenas o meu signo.

- Fulana, você não fez isso?!!
- Eu sou de Aquário.
- Ah! Agora tá explicado.
*********************************************************************************
Percepção

Usa-se assim: se você quer impingir um comportamento a alguém, mas não quer ouvir justificativas após a sua declaração, diga:
- Eu tenho a percepção de que você...
E quando a figura abrir a boca para retrucar, vá logo dizendo:
- É só uma percepção, mas para mudá-la é preciso de atos. Percepção se sente, não se discute.
  
(P.S.: Eu caí nessa)
  

Parte II

        
Ando acomodada demais. Confortável demais. Preguiçosa demais. A minha vida pessoal foi pra segundo plano já faz um bocado de tempo e tenho me contentado em apenas reclamar disso. Reclamo para não ter que agir. A reclamação por si já é uma ação. Pronto, penso que tomei uma atitude e vou me enganando pela estrada a fora. 

Fiz a matemática da vida social recentemente. Os números me espantaram tanto que saí divulgando, incrédula com meus resultados. Amigo A. ficou com dó, Amigo G. riu e disse que se encontrava em situação pior, Amigo D. perguntou por que. Eu não soube responder. E foi aí que tudo começou.

Em casa, depois de meio pote de sorvete, pensei: Fico sozinha porque não cultivo laços de amizades. O nível de exigência é alto. Sou preconceituosa, mas não vou dizer com o quê. E, por fim, gosto de solidão. Adoro me sentir querida, mas preciso de espaço. Preciso respirar.

Então comecei a pensar em mim como uma espécie entre o Smurf Ranzinza e o Anão Zangado.  Não combinou muito, pois não sou mal-humorada. Gosto de galhofas e de rir à toa. No entanto, na falta de uma personagem anti-relações, ficam esses dois mesmo. 

E mais declarações: Eu não conheço gente nova porque não saio de casa. Eu vou aos bares e levo livros em vez de companhia humana porque enjôo das conversas cotidianas. Eu não ligo de volta para não ter o trabalho de estabelecer uma nova relação que não vai dar em nada. Afinal, ninguém se relaciona com o alheio se o alheio está cheio de má vontade. 

Essas e várias outras. Nenhuma descoberta. Nenhuma novidade. A novidade está no fato de admitir. Sim, estou sozinha porque quero. Afasto as pessoas conscientemente porque não tenho paciência para conviver com seres humanos muito próximos por muito tempo. É isso!

Não me sinto aliviada, nem envergonhada. Não é um desabafo. Bom, na verdade, é sim. Mas em alguns dias vou ter esquecido essa confissão e voltarei a dizer que não entendo porque minha vida social/amorosa é um completo caos. É mais fácil. É mais fácil posar de mocinha carente do que me assumir fria e distante.  
         

Curtinha

Quando alguém me pergunta se quero ter filhos, logo respondo:

- Eu tenho gatos!
   

Parte I

  
10 dias sem trabalhar, sem dormir bem, sem comer alimentos sólidos e, o pior de tudo, sem fumar. É claro que isso não vai dar coisa que preste. Ah! A saúde. É verdade, é pelo bem da saúde.

Reflexões sobre a vida. Desfile de arrependimentos. Deveria ter estudado mais, ter aproveitado melhor o tempo, ter feito isso e aquilo outro.

Insatisfação à vista. Conheço essa lenga-lenga e sei onde vai dar. Para combater a deprê que estava me espreitando arrumei o carro, ou melhor, retirei o entulho para poder mandar para a oficina.

Amanhã começarei a organizar os armários. Roupas, livros, revistas e coisas darão espaço ao espaço.  Quero espaço para o novo. Quero novos vazios que possam ser preenchidos, ou não.

Mais uma vez começando a mudança de fora pra dentro. Da última vez que organizei a casa, a minha vida virou de pernas pro ar. Mas deve estar na hora de uma nova reviravolta mesmo, ando acomodada demais. E esse pensamento me levou à parte II.
          
  

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Curtinha

  
- Ai, ai. Quando eu vou evoluir, hein?
- Você deveria perguntar quando o mundo vai evoluir.
- Te amo!
    

domingo, 20 de fevereiro de 2011

D. Doida e D. Doidinha

  
- Então tá, aproveita bastante teu aniversário, curte teu amigo aí e vê se não briga, tá?
- Tá bom, vou seguir seus conselhos.
- Beijo, mãe. Te amo!
- Muito obrigada, viu filha! Ah! Quer dizer, eu te amo também. Foi mal.
(gargalhadas)
  
  
- A D. Patroa está nervosa hoje?
- Não. Está sentindo dor.

Agora tem que ficar doente, toda costurada, morrendo de dor e de cara boa?
Fala sério!
  

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

  
Até hoje não tinha me dado conta que existe esperança falsa e esperança verdadeira. Bom, na verdade, não gosto muito de esperança. Ter esperanças. Não sei. Se fosse coisa boa não estaria na caixa de Pandora. Não gosto, mas tenho. Às vezes tenho. E hoje percebi que tenho a falsa. Hoje, só hoje.
 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tímida

 
Eu sou tímida. Terrivelmente tímida. E, muitas vezes, sou considerada mentirosa quando digo que sou tímida.

Acho que nos últimos anos me tornei a mestra dos disfarces da timidez. Sempre dou um jeito. Faço a piadinha antes, acho graça de mim mesma e pronto, disfarço.

Mas a verdade é essa: eu sou tímida. Terrivelmente tímida. A ponto de ter vergonha de falar com desconhecidos ao telefone. Vergonha de fazer aula de dança em dupla. Vergonha de olhar pro mocinho e ele descobrir que estou olhando pra ele.

Eu reviso minhas frases depois de ditas e fico com vergonha. Como se a minha vida fosse uma peça de teatro mal encenada onde a platéia sofresse de vergonha alheia e sentisse pena dos atores. Bem que poderia ser VT, aí daria tempo de consertar. Mas não, vida é ao vivo mesmo. Igual ao teatro. Errou? Corrige em cena.

Às vezes, a correção é ainda pior. Eu me atrapalho. Tropeço nas palavras. Engasgo. Gaguejo. E fico com mais vergonha ainda. Então sigo assim, tímida, terrivelmente tímida. Até disfarçar. Até mudar de fase. Até não me importar mais.  
 
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais...

  
Ele parece um pug. Não fisicamente, mas na intenção. É que aquele cachorro é tão feio, tão feio, que até parece bonitinho. Ele também é assim.
 
E daí se eu não tenho paciência com nada? Quem tem? Empresta? Vende? Ou só julga quem não tem?

A cara tá do tamanho da Lua e a pessoas dizem que tá tudo bem.
A primeira semana é a pior, disse ele.
Se eu realmente acreditasse nas coisas que ele diz, teria mais esperança.

E o foco.
O maldito foco continua errado
Mas ainda assim é engraçado.

A saúde vai melhorar e eu só penso em cigarros.
Não como mas acredito que os dias de soro tenham me deixado com uma boa reserva técnica.
Não durmo sem remédios mas sinto falta dos sonhos (AQUELES principalmente).          

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pra quê mesmo?

  
Falta de foco. Ou foco errado. Deveria me preocupar mais com minha saúde.

Bom, não durmo desde sexta. Começou com ansiedade, passou por medo e agora é só incômodo e dor mesmo.

São 5h da manhã e não vejo a hora do mundo acordar. Com seus barulhos, cheiros e cores. Ao menos me distraio.

Fico pensando em todo esse trauma e vem um misto de dúvida e arrependimento. Pra quê mesmo que eu fiz isso? Pergunto amanhã. Talvez alguém tenha uma resposta melhor do que a minha.
        

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Da amizade

  
Depois de três anos reclamando sobre o mesmo assunto descobri que estava errada. Tenho mais amigos do que a maioria das pessoas que conheço. Amigos que curtem a minha felicidade, se preocupam comigo e, apesar de não terem vocação pra gêmeos siameses, são próximos. A questão é que sem família, filhos ou namorado, acabo saindo mais do que eles. Então é isso, não tenho turma de farra.

De tanto reclamar, percebi que alguns se sentiram menosprezados. Aí resolvi me retratar. Não disse eu te amo. Ou senti sua falta. Não sei ser sentimental a esse ponto (sem soar falsa). Então eu disse: Eu te doaria meu rim se você precisasse! Pra mim foi a expressão máxima do amor.

A turma de farra - que começa a se formar - não mereceria um rim. Talvez uma visita ao hospital com desejos de melhoras.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ok, então nós todos temos máscaras, personagens, disfarces. Aceito. Eu também tenho. Serve pra proteger, mas segundo G., só atrapalha. Segundo C., num dado momento, se confunde. Se mescla. Vira per-so-na-li-da-de.
Daí, você tem um baque. É isso, baque? E não dói tanto. Mas deveria. Repetitiva, ok. Dói. Muito. Mas deveria doer mais.
"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional" Alguém disse.

Será que um dia eu vou acordar e essa sensação de anestésico extra vai passar? Ou eu virei isso?

#nowplaying: Ilusão

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Liberdade

  
Você sabe o tanto que eu gosto de você.
Você sabe como.
  
  
A lágrima não cai com a mesma facilidade.
Subterfúgios.
Não sei mais quem é persona quem é self, Milord.
Dói. Dói muito. Mas deveria doer mais.
O sofrimento leva a culpa embora.
  
Deveria doer mais.
 
E tantas vezes ouvi que está tudo errado.
E tantas vezes ouvi que o erro é nem sequer tentar.
O erro é ser Pessoa. É esperar que alguém abra a porta ao pé de uma parede sem porta. 
O erro é ser de mansarda.

Optei pela verdade.
E a verdade nem sempre é agradável.
Sinto falta do erro.
Mas tudo continua.

#nowplaying: Non, je ne regrette rien
  
Algo entorpece.
Algo enobrece.
Voto na primeira opção.
 
É essa impaciência. Esse desejo adolescente de mudar o mundo. Uma frase dita na entonação certa e a humanidade está salva da catástrofe. Mil máscaras e personagens e palcos invisíveis.

Todas as sensações e tão pouco espaço. Sentir é tão denso que às vezes quase sinto que. Paro. Não sinto. Penso.

#nowplaying: Naquela Estação
 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

  
sono. fome. cansaço. sede.
exausta, mas ali. firme. realizada.
Finalmente, parte de um todo. Mais do que um umbigo. Menos do que um corpo. Apenas parte. Mas parte de um todo. E o todo ali. Firme. Pronto.

A coisa começa a ter forma para deixar de ser coisa.
  

Querido Diário,

a função é essa: diário.

Personagem, ele disse. Não sei quem é a criatura ou o criador. Personagem, pensei.
Dói em mim uma dor inventada que só eu sei que não dói. Mentira. Só eu penso que sei.
A dor inventada às vezes dói como se real fosse.
Larguei um emprego. Agora tenho tempo.
Tempo pra quê? Não gosto de ter tempo. O tempo cansa. Faz pensar.
Apatia. Inércia. Indolência. Marasmo.
Excesso de tempo.

As pessoas são... elas são...
Eu não!

Eu sou isso que não deveria ser. Não fui criada assim, mas fugi à criação. Então fiquei isso. E isso às vezes é bom. Outras não.
  

Surpresas

  
- Reservada.
Ela disse.
Não acreditou.
- Reservada?
- Sim.
Ela repetiu. E ele, e mais outro.

Bah!