segunda-feira, 30 de abril de 2012

É isso?

A gente tem essa coisa de olhar e saber. Sentir, será? Não pensa. De repente, tá lá. Não precisamos de palavras, nem de muito contato. Deve ser a convivência. Dizem que os casais muito velhos são assim. A gente nem é muito velho ainda e já tem isso. Imagina se envelhecermos juntos? Será que vai rolar telepatia?

Acho que é por aí. Às vezes te olho e passa uma montanha-russa dentro de mim. Um misto de medo, ansiedade, felicidade. Não é fácil descrever. Outras vezes tenho ódio. Imagino o mundo sem você. Mas choro sozinha. No meu canto. Baixinho. Só de pensar em te perder.

Tudo é contraditório. Sentimentos. Sensações. Nada parece real.
Então.. é isso?
É amor?

domingo, 22 de abril de 2012

O que a cachaça faz com as pessoas

"Pode ir embora
Deixe as lembranças que restaram de nós dois
Que a qualquer hora
Vai se arrepender e a saudade vêm depois
Não adianta
Segue seu caminho sem lembrar que um dia eu fui

o amor da sua vida 
Vai fecha a porta
Faz como se tudo não passasse de ilusão
Me ignora
Destrói o sentimento e vai atrás de outra paixão
Esquece tudo prometo não chorar e nem tentar te convencer
Que um dia amei você"

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Achei tão lindo...

Menina, tem que ter alguém pra cuidar de você. Você faz muita besteira!

Isso depois de revelar que estava doente há três dias e ainda não tinha procurado um médico.

Diário íntimo

Tem coisas que a gente não aprende, não é mesmo? Ou esquece. Ou um sei-lá-o-quê acontece. Mas é assim. Esses altos e baixos. A coisa da calmaria depois da tempestade. Bonança. O nome que preferir. O ditado que mais se aproximar. Sempre assim.

Caso particular, é claro. E não aprendo. Continuo surtando. Tô lá na vida, vivendo, me achando a adultinha amadurecida. Cheia de cabelos brancos. Segura, forte, enfim, resolvida mesmo. Piso numa casca de banana e me esborracho. Pronto. Tudo acabado!

A adultinha entra numas. Fica louca. Sofre. Chora. Se desespera. (Falo da adultinha em terceira pessoa porque ainda quero crer que não sou eu).

Caso particular, eu sei, vamos lá. Chego ao ponto de ter pena de mim mesma. Pior. Realmente acredito que sou digna de pena. E sofro... horrores!

Tá, e daí? Eu perguntaria.

Três dias depois, a epifania, não é amigo G.? As coisas simplesmente se resolvem sozinhas. O mundo volta a ser colorido.

A louca é uma realidade distante que se confunde com a fantasia. Penso se precisava mesmo chegar ao ponto que chegou.

Será que o sofrimento era real? Ou invento dores pra chamar a minha própria atenção? Complexo.

A única conclusão (até agora) é que a terapeuta tem mais um ano de salário garantido. E o Dr. Basílio... Ah, esse deveria fazer um programa de fidelidade. Eu teria várias consultas grátis.

Mas dizem que é por aí.
Sigo por aí, então, pra saber se é verdade o que dizem.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sensibilidade

- Sinto um vazio interior que dói de uma forma tão intensa que é até difícil de explicar.

Gastrite crônica, disse a médica. Helicobacter pylori e mais um blablabla que não consegui prestar atenção. Excesso de remédios ou falta de interesse. Pense o que quiser. Acabou com o meu Mal-do-Século em dez segundos.

- Você tem gastrite, minha filha, não sofre de sensibilidade artística aguda. Gastrite, entendeu? Não é uma alma torturada pelas incertezas da vida. Existe uma bactéria morando no seu estômago. Isso não é angústia. É doença.
- Mas.. doutora?
- Tome o remédio e repita o exame daqui a 30 dias. Próximo!
Feliz Dia Internacional da Autocomiseração pra você também!

domingo, 15 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Desenvolvi um sistema de recompensas recentemente. Cada tarefa doméstica bem executada equivale a uma cerveja. E se não posso tomar a tal cerveja no dia, reservo para o final de semana.

Resultado: Cervejas sem culpa até o final do ano!

E hoje é dia de quê?

Faxina!

Parece que a minha vida se resume a isso: limpar e arrumar.
O mais incrível é que por mais que limpe e arrume, não fica limpo e arrumado.

#comoassim?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tese da Validade

Hipótese
Se o queijo foi congelado antes de perder a validade e o congelador é praticamente um portal do tempo, ao tirar o queijo do congelador ele vale pelo prazo restante que não foi utilizado.

Isto é, deve-se contar os dias de validade restantes após o congelamento e somá-los à data de descongelamento para se obter a nova validade.

Experimento
Retirar o queijo do congelador, descongelar no forno de microondas e comê-lo.

Teste de hipótese
Aferição da condição de saúde no dia posterior ao experimento.

Dados
Queijo do tipo: Gorgonzola.
Data de fabricação: 21/04/2010.
Data de validade: desconhecida (apagada).
Data estimada do congelamento: meados de maio de 2010.
Data de descongelamento: 11/04/2012.
Quantidade ingerida: 200 gramas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O prédio do Seu Crêisson

Ativar a Airport.
Ativada.
Buscando redes...

Redes disponíveis:
Dlink
Fran
Multilaser
Linksys
Minha Rede
Marvio

Márvio???

Márvio, agora é só você. E não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.

Carta para um Lindo

É assim que as coisas acontecem. E é difícil suportar. Tão trash. Ver o vazio do alheio. As pessoas-formiga que nos rodeiam e não são tocadas quando se deparam com a sensibilidade pura. As pessoas, em sua maioria, resumem-se a máscaras ou cascas.

Aprender a viver o momento. Isso é importante. Tem gente na nossa vida que é só um café, não queira transformá-los em jantar. São pequenos demais. Não nos alimentam. Você tem de aprender a ver a história da forma que ela é e não da maneira que gostaria que fosse. Então se adapta. E não sofre tanto.

(eu estou aprendendo)

Quando passei a fazer isso de forma automática achei que não sabia mais sentir. Não é isso. É viver o momento e saber onde pisa. Pensei nisso hoje e lembrei de você.

Você é bonito, interessante, inteligente. Diferente desse povo que está disponível por aí. Você é sensível e não se envergonha disso. Assume e se permite sentir. 

A gente não sabe lidar com rejeição, despedidas e etc. Ninguém foi criado para isso. Adeus é cruel. Escrevi algo sobre isso um dia. O adeus do amor pode ser pior do que o da morte. O da morte é inevitável, num dado momento a gente consegue entender. O do amor não.

A pessoa parte, continua vivendo sem a gente e parece que é exatamente isso que a gente não entende. Como amar tanto um alguém que vive a própria vida sem se incomodar com a nossa dor, sem notar nossa existência?

Acho importante sofrer. Digno, sabe? Acho que a gente tem de sofrer até purgar. E, ultimamente, não tenho sofrido (muito). Ou não sofro o tanto que costumava sofrer. Daí, comecei a sofrer por me achar anestesiada.

Não é difícil viver, mas a gente quer controlar tudo. Quer que as coisas aconteçam do jeito que a gente imagina. E, de repente, a gente se frustra sozinho.

E o universo fica lá, parado,  esperando a gente voltar pro nosso rumo pra colocar as coisas boas na nossa vida de novo.

Acho que é por aí.
Se cuida.
Te adoro.

Pequenas alegrias

Balança o rabo de um lado pro outro. Ataca o chinelo e corre com ele na boca por toda a casa. Morde o pincel. Derruba a espátula. Faz estrondo e se esconde. Espia. Mia e se esgueira. Faz charme. Canta junto com Alcione. Morde meus pés. Foge. E me faz sorrir.

Wishlist

Sentir.
Ou saber sentir.
Tanto faz.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu e os chuveiros

O chuveiro que veio com o apartamento queimou. Fiquei com preguiça de trocar. Passei 9 meses tomando banho frio, até que um amigo me deu um novo e instalou. Era ótimo. Queimou também. Aí, foram mais 5 meses de água gelada.

Engraçado. Eles sempre queimam no inverno.

Um colega do trabalho mudou-se para São Paulo e me ofereceu o chuveiro da DCE. Ficou meio sem jeito, falou que tinha custado apenas oito reais, mas era razoável. Ele estava com dó de mim. Ou queria que eu parasse de resmungar dos banhos gelados. 

Aceitei na hora! Amigo G. instalou. Aproveitou para lavar as louças, eu estava com a mão engessada.

Recentemente resolvi reformar o banheiro. Achei que, finalmente, merecia um bom chuveiro. Tinha que combinar com a nova proposta do cômodo. Comprei um chuveiro chiquérrimo, de um bilhão de dólares, cromado, com pressurizador e tudo. Um luxo!

Agora o banho é assim: água de pelar porco ou pingos gelados!
Ai que saudade do chuveiro de oito reais...

Esgotada

Bem sem energia mesmo. A tal da obra de igreja me extenuou. O terceiro turno, antes ocupado com escritos e boemia, agora é só faxina.

É verdade. Dia de faxina (de novo). Quartos, banheiros, armários e roupas. A pilha acabou quando ia começar a cozinha. Já não sou mais o coelhinho da Duracell. Tenho várias roupas limpas e cheirosinhas. Nenhuma passada. Quem se importa?

A paciência anda curtinha. Quase boto o gato pra correr debaixo de vassouradas. Onde já se viu, encher o banheiro, recém lavado, de patinhas marrons? Oras...

Vejo erros, defeitos e mais erros. Talvez isso seja o mais cansativo. Dá vontade de quebrar e fazer de novo. Pensei, até, em pedir umas aulas pro meu avô. Podia refazer a bancada, o piso do banheiro e acertar uns detalhezinhos aqui e acolá. Mas não. Chega!

A recompensa é olhar as paredes.

Quer ver também?
Aqui ó...


O vidro da pia em cima do sofá?
Ah, isso é uma longa história!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eu confesso

Não pintei o apartamento de cinza pra combinar com o gato!
É que... eu sempre tive vontade de morar na batcaverna, sabe?