sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Acabou

  
2010 foi isso. Quem quiser mais pode desistir, acabou!
Não vou fazer balanço do ano, não sou contadora.
Nem listas, apesar de adorar fazer listas.

O ano foi muito bom. Ótimo. E pronto!
Ano de reparações e crescimento.

Que venha 2011.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fim de Ano

    
Floral. Terapia. Roupa branca. Alimentação saudável. Mais horas de sono. Oração. Meditação. Pensamento positivo. Programação neurolinguística. Simpatia.

Eu estou tentando!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Conflito Interno Mode ON

Se não tivesse passado tantos anos em consultório terapêutico diagnosticaria bipolaridade. Comportamento maníaco-depressivo como chamam os antigos. A época é propícia, dizem os amigos. Depressão no final do ano é quase uma obrigação.

Terapia no Natal. Uma maneira peculiar de festejar a data. Reconhecendo antigos padrões de comportamento. Esforço para mudar. Mais esforço, mais dor, mais desconstrução. Mais.

Período propício à depressão.
Obrigatoriedade.

Início do sofrimento. Não sofrer. Controlar.
Conflito. Teoria do Caos.

Não sofrer, não crescer, estagnar.
Peter Pan.

      

Decurso de Prazo

Recém-admitida na escola
Pela primeira vez sozinha
Cidade nova, gente desconhecida

Conheceram-se naquela festa
Ela chorou. Sentia saudades de casa
Ele a consolou. Já estava lá há muito tempo
Aos poucos, acostumou-se àquela vida

Ela ouvia sobre namoradas, paqueras e
brigas intermináveis com o pai
Ele ouvia sobre incertezas, inseguranças e
brigas intermináveis com a mãe

Tornaram-se melhores amigos
Ela se apaixonou
Ele, indiferente, seguiu
Melhores amigos

Ela resolveu ir. Ele se declarou
Havia se apaixonado naquela noite
Pelas lágrimas, pela fragilidade
Por tudo aquilo que só ele enxergava

Ele tentou. Ela se assustou
Ela foi embora. Ele ficou
Não viveram a paixão
Foram melhores amigos

Para sempre...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Falta uma última limpeza para então polir e passar o verniz

    
1) desde que me entendo por gente e lembro dos meus pensamentos é assim. Fim de ano bate uma angústia, vou ficando triste, sem ânimo, sem paciência. Passa o Natal, Ano Novo e aniversário. Aí, parece uma purgação. Em meados de fevereiro tudo volta ao normal. Pollyanna feelings mode ON.

2) sinto-me inadequada nos lugares. com pessoas. em determinadas situações. não entendo o porquê. sinto-me observada. não é paranóia (acho). me acanho. tenho medo. mágoas passadas.

3) bloqueio os sinais para me proteger. não vejo não sinto, não sinto não lembro, não lembro não dói. (descoberta da semana na terapia).

4) sinto-me culpada pelas mazelas do mundo. se penso em mim, culpa. se não dou esmola, culpa. se digo não, culpa. se digo sim, culpa. tenho obrigação de agradar os outros. se não agradar, culpa.

Acho que é isso.
Agora falta pouco.
O trabalho pesado já foi feito.
 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Maria Eduarda

  
Fechou a porta gentilmente. Como todas as outras vezes. Pegou o carro e percorreu o caminho conhecido há quase duas décadas. Tão real, pateticamente, real. Frio na barriga. Daquela vez não voltaria atrás.

Já havia se desfeito de seus bens. Várias transações de pequeno valor para não levantar suspeitas. Agora poderia sonhar. Estava livre para recomeçar.

Parou e pensou: como se recomeça? Não se nasce de novo, isso eu sei. De onde se recomeça? Devo trocar meu nome também? Não, isso já é insanidade.

Maria Eduarda se dirigia ao aeroporto. No porta-malas do carro alugado, apenas uma valise de mão. Seria tudo novo.
  
 

Birra

Só porque eu não quero, não significa que você também pode não querer.
Não, não é assim.

É na hora que eu quero.
Sua vontade não me interessa.
Minto.
Interessa sim, quando coincide com a minha.

Quero que você tenha personalidade, desde de que ela seja submissa.
Você pode ser apático. Não me importo.
Se obedecer, fica.

É que eu não suporto rejeição.
Tenho, também, vocação para titeriteiro.
Quer ser minha marionete?

Carpinejar

     
A partir dos textos de Carpinejar tenho identificado diversos comportamentos. 
Leio, me reconheço e rio. 
Às vezes choro.

Choro baixinho, na intimidade. 
Onde ninguém entra. 
Não convido. 

A que ama demais, o que implora e aceita migalhas de atenção. 
O descuidado, a displicente, intolerâncias. 

Sigo na trajetória da borboleta. 
Aos olhos de fora, sem rumo. 
Notadamente sem rumo. 

Sigo experimentando.
    

O único relacionamento dos últimos tempos é com meu amigo gay

   
e só a mãe dele acredita nessa possibilidade. 


O sentimento de insatisfação cresce gradualmente e o motivo não é identificado. 
Não tenho suportado a minha companhia nesses tempos, então arrumo desculpas para sair de casa. Brigo com os gatos, faço compras, vou aos bares e boites sozinha.
E sozinha não tenho me divertido tanto. A companhia tem sido, realmente, desagradável. 

Já relatei de forma hermética. 

Agora discorrerei longamente. 
Vou externar à exaustão. 

Como coisa que escrevendo ou falando fosse levada à catarse. 

Como coisa que desaparecesse ou esmaecesse com a repetição. 

A cidade não é receptiva aos fanfarrões solitários. Os bares não tem balcões. 

No balcão tenho a companhia do atendente. 
Balcão é charme. Balcão dá a possibilidade de ser Julieta ou Rapunzel. 
Estimula a imaginação, ou coisa que valha. 

Nada vale nos últimos tempos. 

A boite, o show, a dança, o álcool. 
Tudo cinza. Sem sentido. 

Mas a mãe dele vale. A mãe dele acredita. 

E enfeita nossa mesa com flor enquanto almoçamos. 
E nos olha com ternura, sem saber da esbórnia da noite anterior. 
Inocente do que está porvir. 
por vir?
  

domingo, 19 de dezembro de 2010

Em branco

      
Dor de cabeça e cansaço. Algo está errado.
Não fico sozinha. Não me basto.
Rua ontem, hoje, amanhã, até cansar.
Ligações perdidas. Laços desfeitos.

Deve ser a época.
      

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diálogos

    
D: Cada um tem um jeito diferente?
C: Não, todos tem o mesmo jeito.
R: O que difere é a forma de executar o jeito.
C: Eu curti isso.
- risos -
  

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Constatação

Se todo mundo se sente esquisito, então ser esquisito é normal.
Ou esquisito é ser normal?
 

Ressaca moral

      
O que, antigamente, eu buscava na garagem de casa, hoje busco na internet: Estragos da noite anterior

domingo, 12 de dezembro de 2010

Meus olhos são o espelho da alma

Então eu funciono de modo meio cartesiano, penso, se é que se pode ser apenas metade cartesiano. A outra metade seria o quê?

Não reconheço sarcasmo e acabo acreditando em tudo o que os outros falam. Para ser sincera, interações sociais não são o meu forte. Não sei como agir. Não leio sinais, só os de trânsito, afinal, me treinaram para isso.

Mentira é o pior. Odeio mentiras. Odeio muito, principalmente, porque não sei mentir.

Minha mãe me estragou para isso. Eu contava as maiores mentiras, ela olhava nos meu olhos e dizia: Agora fala a verdade. E eu começava a contar a verdade, desenfreadamente, morrendo de vergonha.

No meio de tanta gente esperta que existe por aí, sinto-me um peixe fora d'água. Transparecendo tudo o que pensa. Ingênua, às vezes.

Desde que me entendo por gente a frase que mais ouvi até hoje é: você é tão inteligente pra umas coisas, como não percebe blá blá blá?

Não percebo. Não vejo. Não sinto. Não quero. Não gosto.

Síndrome de Asperger, talvez.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pessoa

        
Eu que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Não respondi o e-mail.
Não atendi o telefone.
Não aceitei o convite.

Fiz de mim o que não soube. E o que podia fazer de mim não o fiz.

Voltei ao passado.
Despendi energia em situações inexistentes.
Esperei o aplauso que não veio.

Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.

E quis ser triste.
E quis ser vazia.
E não consegui.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
        

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Espírito de Porco

  
O vizinho do prédio da frente ouve música tão alto que parece ter uma banda tocando dentro do meu quarto. Pior, ele canta junto, alto também.

O mocinho (sem noção) grita o nome da namorada no térreo, em frente ao interfone.

O síndico veda a calha da chuva que fica em cima do meu apartamento (que nunca teve infiltração) na época da chuva. Teto branco com petit pois preta. Completamente alinhado com as tendências da moda internacional.

A figura passa a noite inteira me explicando o quanto é maravilhosa e a caridade que fez ao aceitar sair comigo.

Um gato triste destruía algumas coisas. Dois gatos felizes destroem tudo.

E depois a minha mãe diz que eu é que sou o Espírito de Porco Natalino.
 

Irritação

  
Complicada e perfeitinha, ouvi.
Nada original, pensei.

Por quê? Por quê, meu Deus?
Por que nem eu consigo me entender?

Por que é tão chato, tão monótono?
Por que essa seqüência de ações repetitivas criando uma rotina insuportável?

Mentira.
É suportável.
Mas é enfadonha.

E eu que me canso de tudo isso torno-me, também, repetitiva.
Divagações.
Reclamações.

Inveja (de novo)

    
Por que eu não nasci Clarice Lispector?

Pensativa

          
Vi um filme em que todas as pessoas falavam a verdade. Então inventaram a mentira.
Não assisti inteiro, mas a idéia é interessante. Essa e a de reciclar gente que - confesso - também não é minha.

A figura vem e me chama de louca.
Fiquei toda ofendida logo de cara.
Hoje, revendo meus conceitos, penso que pode ser verdade.
Deveria ter dito: defina loucura.

Sou insatisfeita, garanto. Contraditória também. Incoerente, talvez ou às vezes, não sei.

Não é que eu não sinta.
Sinto. Muito. Intensamente.
Aí passa. Rapidamente.

#nowplaying: Fazer o quê, cidadão

Idéia

  
Eu queria reciclar gente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tem dia..

Tem dia que tudo dói

A única vontade que existe 
é de entrar numa concha e morar lá
Fazer barulho do mar e dormir

Tem dia que tudo o que preciso é sonhar
Fantasias de reinos distantes
Sapos que se transformam em príncipes
Torres e cavalos brancos

Tem dia que a realidade incomoda
O trabalho exaspera
As horas se arrastam

Nesses dias, leio poesia
Porque poesia alimenta a alma
Arte alegra a vida

E homens cheios de si, de terno e gravata,
fazendo pose, tornam o dias mais cinzentos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Trabalho

      
Eu deveria trabalhar agora. 
Mais? Penso. É, mais! Respondo. 
Deveria ser, assim, mais produtiva. 
Ou criativa. Ou coisa que termine com iva. 


Mas me atrapalho. Trabalho e não crio. 
Crio e não trabalho. 
O trabalho atrapalha a criatividade. 

Gosto e preciso de ti. 
Li um dia. 
Não lembro quem escreveu. 


Divago.

As coisas estão ali e acolá. 
Eu estou aqui, olhando as coisas. 

Talvez eu trabalhe agora. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

...

  
Jogo pela emoção do jogo, mas não persigo a vitória.
As armadilhas estão no campo.
Às vezes me distraio. Às vezes caio.

O jogo pode ser denso.
Emoção ora domina, ora fascina.
Às vezes pudica. Às vezes lasciva.

O jogo atrai, prende.
Não gosto de jogos.

Os gatos

  
Gosto cada vez mais de gatos (e menos de gente).
Gatos tem personalidade.
Gatos são sinceros.
Gatos não traem.
Gatos não se vendem.
Gatos são limpos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Conversa na Cama enquanto o seu 5uinto não vem

    
- A gente poderia abrir alguma coisa.
- A schweppes citrus?
- Não, uma empresa.

***

- Vamos na peça do Eugenio Barba?
- Ele já morreu.
- Não morreu.
- Morreu.
- Google!
- Tá bom, não morreu.

***

- Você está com quase 50, não é?
- Faltam dois anos, é muito tempo!!
- Por que você acha que falta pouco para se aposentar (um ano e meio) e muito para os 50?
- ...

***

- Como meus gatos gostam tanto de você?
- É porque eu sou feito de açúcar.
- Isso foi Bicha!
- Hahahaha.

***

- Clarice Lispector é a desagrabilidade em pessoa.
- Quando desagrabilidade existir, não é?
- Ela é desagradável.
- Isso é inveja.
- Não, isso é real. As coisas fortes são desagradáveis de se ler. Tinha aquele gaúcho, filho do Érico Veríssimo.
- Luís Fernando Veríssimo?
- Não, Quintana.
- Mário Quintana agora é filho do Érico Veríssimo?

***

- Você escreve assim?
- Estou escrevendo nosso diálogo. Editado, é claro, para você parecer mais ridículo e engraçado.
- Eu vou ser amigo da M., ao menos ela não mistura o pessoal com o público.

***

A teoria da vaca velha

  
... é verdadeira.
Believe me!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cuidar do jardim

          
... para a borboleta vir.

A família cresceu e vai bem, unida e feliz. O trabalho não é o sonho encantado, mas é agradável e apresenta desafios. As atividades extras são inúmeras. Do jeito que gosto, do jeito que quero. Às vezes sem tempo para comer, para dormir, para sair.

Ainda assim, vazio.
Vazio sem nexo.
Vazio sem dor.
Inexplicavelmente vazio.

A alma da Pessoa partiu-se como um vaso vazio.
A minha alma está intacta.

O vazio permeia mas não se fixa.
E não se finda.

O meu vazio não é o Nada de Atreyu.
Incomoda.
Passa.
Mas não se finda.

#nowplaying: Flores

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma frase por dia

  
A previsibilidade do ser incomoda.

5 minutos

  
de tristeza. de cansaço. de depressão.

5 minutos, não mais! Divido os 5 minutos entre os sentimentos e ainda sobram 2 minutos para lágrimas. posso iniciar chorando e finalizar assim também. Algo cíclico, entende?

A fumaça do cigarro faz um desenho lindo na sala escura. Barulho da rua e dos gatos. Hoje não, por favor, hoje não.

5 módulos. 2 projetos. 3 módulos entregues. 1 projeto em andamento.

As cenas acontecem e não são fotografadas. As imagens se perdem.
Os diálogos são esquecidos.
A vida acontece e se repete numa rotina que parece não ter fim.
As horas de hoje são as mesmas de ontem e amanhã se farão presentes mais uma vez.
Presença incômoda.

Alma vazia.
Corpo cansado.
Só mais um dia, só mais uma semana, só mais um mês, só mais um ano. E assim se passam décadas.
A corda se estica a ponto de arrebentar, mas como se tivesse vida, se regenera.
Só mais um dia.

Intervalo.
5 minutos. choro. tristeza. depressão. cansaço. choro.

De volta à vida.
Que venham os módulos!

Fight Club II

    
Maria Flor e Igor dormem na minha cama. Um de cada lado, eu no meio.

Tem um ditado italiano que diz: Durma preocupado!

Não era isso

      
Sim, tem dois gatos na minha cama (mas não foi isso que eu pedi!)
Fight Club Round Two!
Gatos também rosnam, descobri.

Fight Club

 
De um lado: Maria Flor, aproximadamente 8 meses, pesando 1,5 kg
Do outro: Igor, um ano e meio, pesando 5,6 kg (emagreceu, ufa!)

Ela é de rua. Ele é mimado.
Ele é ciumento. Ela é carente.
Ela rosna. Ele corre.

Primeiro round: Maria Flor

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ela chegou

    
O Monstro-Devorador-de-Todas-as-Coisas agora tem companhia: Maria Flor. Uma gatinha simpática, pequena e carinhosa que andava na rua miando e seguindo as pessoas. Maria Flor é adulta, mas tão pequena que tem apenas um terço do tamanho do Igor.

Igor está incomodado como se eu tivesse trazido um elefante para casa.

Ciúme.
Acho graça.
Nunca fui dada a ataques de ciúme, mas sou ciumenta. Ou possessiva? Tem diferença? Não sei.

Não gosto desse sentimento. É sentimento? Bom, vou chamar assim.
Não gosto nos outros, não gosto em mim.

#nowplaying: Não serve pra mim

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Diálogos

  
Dia cheio.

- Os filmes retratam os jovens se drogando demais ou com problemas psicológicos.
- E não é assim?
- Acho que não.
- Você usou muitas drogas na adolescência?
- Não, muitas não, o suficiente.
***
- Tenho problema de auto-estima.
- Sério?
- Sério, minha auto-estima é muito elevada.
***
- Ai, eu estou nervosa.
- Deixa de ser bicha!
- Eu sou mulher!
- Você é uma mulher Bicha.
- Existe?
***
- Aquela loja faz revelação?
- Faz sim.
- Quanto custa uma foto mais ou menos desse tamanho?
- Não trabalho na loja.
- Grossa!
  

Lição do dia

  
Favores custam caro.
Fiado só amanhã.

Quem tem vergonha não envergonha os outros, ouvi dizer. Quem não tem vergonha nem liga pra isso e se você tem, faz papelão. Pode parecer excesso de zelo, mas o nome é meu. 

Eu entendi. 
E aprendi.

Quem sai na chuva é pra se molhar. Tá. E depois que molha? Vai pra casa e se seca?
Não gostei.
Mas aprendi.

Vou repetir bastante. Aprendi. Aprendi. Aprendi. Aprendi. Aprendi. Aprendi!
Pronto, passou.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Curtinha

 
- Mas virando pra ti de volta, como (além de linda) anda você?
- Com as pernas.

Se fosse telefone, acho que teria ficado mudo nesse momento.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dúvida cruel

 
Dormir sem lençol, de janela aberta e pijama curto para o corpo ficar na temperatura do banho ou fechar a janela, usar dez cobertores e pijama de flanela para acordar com calor querendo água fria?

Bem-vindo ao mundo dos adultos

 
O síndico queria quebrar o meu banheiro inteiro para consertar o vazamento da calha. Quando descobriu o preço da reforma do meu banheiro, resolveu fechar a calha e não mexer mais no meu apartamento. Agora - ele realmente não deve ter o que fazer - cismou que o pedreiro diminuiu a calha do prédio quando reformou meu banheiro.

A vizinha - que também não tem o que fazer - interfona quase meia-noite para a minha casa para reclamar de barulho de água. O vaso está quebrado, diz ela. Não querida, foi só a cordinha que soltou. Já consertei, eu digo.

Ontem, depois de todas as cervejas possíveis - tentando me livrar daquela dor de cabeça fantástica - vou tomar banho e o chuveiro queima. Olhei pra cima e pensei: Tá de sacanagem, né?!

Preciso fazer compras, pagar o condomínio, arrumar as gavetas e os armários, pintar o apartamento, consertar as portas (Igor anda fazendo obras de arte com madeira), revisar o encanamento do banheiro.

Às vezes é muito chato ser adulto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vida saudável

 
Uma vez por semana tentarei substituir o café por chá gelado. Hoje tomei chá mate de pêssego. Não sei se foi só impressão, mas me senti mais elétrica do que nos dias do café. Será que quatro latas é muito?

A bipolaridade está concentrada no trabalho alternando entre fases de produção excessiva e outras de procrastinação.
Prefiro o estresse.

Scarlett Forever

 
Amanhã eu penso nisso.

Noites de sono são ótimas para resolver problemas.
Isso e amigas psicólogas.

A inconstância dos sentimentos também facilita.

Não sou de lua.
Sou filha do vento com as águas.
Sou mutável e escorregadia.

O melhor do hoje é ter o amanhã.
O melhor do amanhã é ser hoje.

Mudo a direção, mudo o ritmo.
Vento e água fizeram de mim o que sou.

#nowplaying: Prenda-me se for capaz.

Um dia...

 
Já fugi de casa. Já fugi do assunto.
Agora, eu vou fugir da possibilidade.

Vou fugir e me esconder nessa solidão confortável que me enche de mistério. Vou fugir por não ter coragem de te olhar nos olhos e dizer sim. Vou fugir por não conseguir me falar não. Vou fugir por não querer me olhar no espelho e pensar talvez.
Vou fugir.
Agora.

Um dia eu fico.
Um dia eu permito.

Hoje é tempo de fugir.

Solidão, palavra

  
... Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão.

A solidão, que tanto incomoda o alheio, parece ser - para mim - a zona de conforto. É com ela que partilho meus melhores momentos, as horas tristes, os devaneios, as gargalhadas.

Moro nessa solidão absoluta sem me sentir sozinha.
A solidão me acalenta, me embala, me aninha.

Sair da zona de conforto e testar os limites.
Admitir não saber.
Ousar.

A honestidade está em reconhecer que não estou pronta.
A dúvida está em saber se um dia estarei pronta.
Alguém algum dia estará pronto?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Isso foi uma cantada?


Figura louca e bêbada me ataca na entrada da boate e pergunta:
- Onde você vai com essas costelinhas lindas?
Para a churrasqueira, pensei, com molho barbecue.

Achei tão estranho que nem soube o que dizer.
Fugi!

Ligar ou não?


Escolhi não ligar!

Se o cabelo não ficou do jeito que eu queria, ele cresce. Se a sobrancelha ficou igual a da Frida Kahlo, é charme. Ademais, esfoliante serve pra consertar cara de Groucho Marx também.

As análises


A viagem foi terapêutica, por assim dizer. Resgate de personalidade que há muito tinha se perdido. Por um motivo - que conheço bem - mudei. E me perdi de mim mesma. E por muito tempo senti que algo estava errado, vazio. Agora tenho me ocupado em montar esse quebra-cabeças que virei.

Eu era triste e não sabia.

Apesar dessa insistência em ser o Peter Pan, o crescimento vem acontecendo de forma gradual.

Às vezes dói, às vezes não.

Ando meio assim


... não sei como.

A seca passou - em todos os sentidos - e agora que chove quase todos os dias, faltam os tons amarelados, marrons, avermelhados.

Não tenho escrito tanto quanto gostaria. Ando achando minha escrita banal. Tenho trabalhado menos do que devo e mais do que posso. Ando achando meu trabalho bem enfadonho.

C'est la vie.

Conheci um moço. Um moço que valeria um post - até agora - se eu não estivesse tão entediada.

Nada triste, nada feliz.
Blasé sem Prozac novamente.

Nada fácil. Nada difícil.
Dias maçantes.

As coisas de sempre são sempre as coisas. As listas povoam os meus pensamentos: mercado, consertos, compras, trabalho.

Pensar em fazer. Pensar e fazer.
Fazer sem pensar.

Quero ser o Peter Pan.

domingo, 17 de outubro de 2010

Domingo é dia de


clube. chuva. comer porcaria. dançar. tomar cerveja. dançar mais. dormir até tarde. dormir de tarde. dormir. passear de pijama pela casa o dia inteiro. comer muito chocolate. preguiça. memórias. colocar a leitura em dia. não trabalhar. não pensar. deitar. esquecer. curtir.

e agora, também, é dia da vizinha louca ligar pro meu apartamento gritando que a cozinha dela está toda molhada.

Será que eu deveria ter oferecido um pano?

sábado, 16 de outubro de 2010

O que faz você feliz?


Comecei a ler um texto de auto ajuda.

Logo no título percebi que não iria adiantar: Por que sinto um vazio interior?
Fome, pensei.

Fechei o artigo.
Não dou para essas coisas.
Prefiro ler os deprimidos, bipolares, insatisfeitos, inconformados.
Isso sim, me faz feliz.

Conselho do Tarô


"Pratique o auto-afago"
(tive que segurar o riso)

Sou boba, admito.

Que seja doce


Acordar todas as manhãs e repetir o mantra ensinado por ele. Que seja doce. Então decidir o humor do dia. Não se afetar. Se enfeitar.

Faltam conversas inteligentes. Sobra televisão, reclamação, negação e outros ãos tão chatos como esses.

Eu não tenho televisão! (Mentira, eu não tenho antena então a televisão não funciona.)

Qual o limite entre a sinceridade e a grosseria? Quando chega a sabedoria? Quais são as sete questões? Eu não ouvi. Ouvi e esqueci.

Isolamento e frustração não tem espaço. Frustração ão ão ão.

- Não, garoto. Eu não me frustro mais com isso.
- Não, eu não quero mais um café.

os pensamentos secretos. as frases sem nexo. as palavras mal empregadas. sem sentido.

Você não existe!
Não existir é bom.
Eu só existo quando ninguém me olha.
Assisti um dia.
Guardei pra sempre.

Eu só existo quando ninguém me olha.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Manoel de Barros

Você vai carregar água na peneira a vida toda
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos

(O menino que carregava água na peneira)

Balanço


Os projetos se multiplicam como coelhos, o tempo não. Abraçando o mundo com as pernas em dez lições. Não reclamo. Cuido da egrégora. Preciso de organização. Definir prioridades. Foco. Nunca pensei em utilizar esses termos para minha vida pessoal.

Sempre o tempo. Não uso relógio. Ideia. Guardar o tempo em potinhos.

Deve dormir, ela diz.

Acredito.

Obedeço.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Twitter

140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxima de 140 segundos O twitter da vida real permite relações com a duração máxi

De noite na cama...


eu fico pensando,
se você me ama e quando...

Enquanto eu rolo na cama completamente sem sono O Surtado luta ferozmente com as cortinas.

Então eu penso, trabalho, descanso e começo a rir sozinha de mim mesma (óbvio, o gato não sabe rir). Minha mãe ainda me pergunta quando eu vou crescer. Acho que não vou.

Coisas boas da vida:

- sopa de queijo;
- pomada pra picada de mosquito;
- fita isolante;
- beijo na boca;
- chocolate lindt;
- dançar de olhos fechados;
- praia;
- beijo na boca;
- dormir até tarde;
- fazer listas;

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Curtinha do Dia


- Você está pensando que isso aqui é a NASA com um monte de funcionários, processos e sistemas? Um lugar onde tudo funciona?
- Não, não acho que seja a NASA mas também não precisava ser A Casa da Mãe Joana.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Curtinhas


- Conseguiu trocar a passagem?
- Não, teria que pagar mais US$ 4 mil.
- Credo! Você deveria perguntar se esse é o preço da experience de ir pilotando o avião até a Grécia.

***

- Por que a senhora só toma água com gás?
- Porque tenho que trabalhar. Se não tivesse, tomaria só Champagne.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu sei que estou cansada quando...


erro meu próprio nome em formulários!

Mas analisando por um outro prisma (odeio gente que fala assim), isso de errar o nome até que é bom... Aliás, não quero mais analisar por um outro prisma, quero falar mal do alheio.

Esse alheio que fala do prisma, faz aspinhas no ar com os dedos e inicia frases com no caso.

No caso me irrita, meu bem. Profundamente! E olha que depois que eu fiz o curso para ficar light poucas coisas me irritam. Essas que eu já listei aí em cima e as mais mais da lista: espertinhos no trânsito e call center de telefonia celular. Qual operadora? Todas, é claro (sem trocadilho). Evito a discriminação.

Deve ser mais ou menos assim.

A pessoa acorda, toma café, dá um beijo sem graça no cônjuge e pega o carro para ir ao trabalho. Naquele trânsito matinal chatinho, pensa em sua vida sem graça e resolve colocar um pouco de emoção em seu dia. Fecha os outros, ultrapassa pela direita, cola na traseira e, não satisfeito, tenta furar a fila. A fila em que estou há meia hora engatando e desengatando a primeira marcha. Então eu - que odeio espertinhos do trânsito - não deixo passar.

Outro dia um cara pediu: Ô tia deixa eu passar? Apontei a fila. Acho que ele me xingou.

Então essa figura chega no trabalho - que provavelmente é um call center de operadora de telefonia celular - e conta da mulher mal-educada que não a deixou furar a fila no trânsito.
No, mínimo, o indivíduo fala assim: No caso, ela devia tá se achando A certinha (com aspinhas no ar) de me mandar entrar na fila.

É isso, falei. Voltando ao prisma e aos nomes errados. É bom porque sempre sei de onde vem o mailing quando recebo propagandas indesejadas.

Ah! Quanto ao alheio, acho que é esse tipo de gente que vota em quem não sabe o que tem de fazer. Pronto, discriminei.

domingo, 3 de outubro de 2010

Inveja


Esse site do TSE é o máximo mesmo. Eu estava sem saber em quem votar para deputado, olhei lá e achei todos os numerinhos. Além disso, simulei a votação antes de sair de casa e acompanhei a apuração pela página deles.

Agora estava com outra dúvida: como alguém se candidata a qualquer coisa e não tem nenhum voto? Se nem o candidato acredita em si mesmo fica difícil. Nem a mãe votou na figura?

Bom, estava elocubrando várias respostas até que encontrei, no rodapé da página, o seguinte texto: O(s) candidato(s) que aparece(m) com zero voto pode(m) não ter votação ou estar em uma das seguintes situações: indeferido com recurso ou indeferimento, renúncia ou falecimento após a preparação de urnas.

Ok, não é só falta de voto que faz o candidato passar a humilhação de ter um 0 (0,00%) ao lado do seu nome na apuração. Ainda assim fiquei pensando: nem a mãe?

É, é a vida.

Quando eu crescer eu quero ser igual ao site do TSE: cheio de respostas!

Domingo feliz


votação. chocolates. filme. cama. gato. chocolates. cama. filme. gato. pipoca. chocolates.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Casamento Perfeito

Eu e o gato!

Eu amo chocolates.
Ele, as bolinhas que faço com o papel do chocolate.

Utilidade Doméstica


Minha casa tem tapete mágico do Aladin. Ele te leva da porta da cozinha até a geladeira sem nenhum esforço. O único problema é o freio, mas dá pra usar o corpo contra o armário que ele para.
Sério, testei.

O segredo? Bolinhas de ração embaixo do tapete.

Muito obrigada, Sr. Bola de Pelos, por mais uma aventura incrível dentro da minha própria casa!

Carência Mode: ON


Dessa vez é o gato. Ele está impossível. Ou eu arranjo uma tendinite ou meus braços vão ficar musculosos como os de uma fisiculturista (palavra feia!).

Tem três dias que digito com uma bola de pelos de 7 kg em cima do braço.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Chat


- Ei, cadê suas amigas?
- Você acha que eu tenho amigas?
- Claro que tem! Você trabalha, conhece gente.
- Eu sou magra.
- E o que isso tem a ver?
- Já viu mulher magra ter amigas?

(des)motivação


Às vezes a vida parece apenas uma sucessão de fatos vazios. Datas, dados, informações.

Labirinto de idéias.

Um minotauro à espreita.

Faltam 18 minutos. Falta uma vida inteira. A incapacidade de obedecer comandos simples. Trocar os lençóis, lavar a roupa, limpar a casa.

Eu não sei o meu nome. Eu não tenho personalidade. Eu sou uma cópia. Eu sou um espectro.

Padrão da sociedade.

O gato mia e persegue os insetos.

Vou lavar a louça, assistir filmes e dormir.

Hoje não quero chocolates.

O coração bate por hábito. O ar entra e sai dos pulmões por obrigação.
O corpo compelido a funcionar, se resigna.

#nowplaying: Titãs - O pulso


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

... e não para


Dia tumultuado e mais um vez esqueci algo importante: o moço no Café. Voltei à rotina, trabalho, sem almoço, 4 h de sono. Isso é que é vida!


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Igor...


... o outro furacão.

Voltou pra casa quieto, desconfiado e espirrando. Nem parece o monstro-devorador-de-todas-as-coisas.

(to be continued)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Back to Reality


Trabalho e mais trabalho. Finalmente divulguei o Secret Place: Caribe (Aruba e Curaçao). O segredo já estava me matando!

Visitei minha mãe no domingo. Passei três horas alugando a coitada com todos os detalhes da minha viagem, ela ouvia empolgada e me encorajava a contar mais e mais.

Almoço no clube: tarde de cervejas e conversa fiada. Risadas e outros segredos revelados. Às vezes acho que minha mãe é igual futebol: uma caixinha de surpresas!
(vontade de rir de novo)

Voltamos para a casa dela e, então, a última revelação. Ela já sabia de tudo que eu tinha feito: minha mãe lê meu blog!

Frustrei!
(mentira... fiquei convencida)

sábado, 18 de setembro de 2010

Diário de Bordo (último dia)


Não volto para Secret Place II a não ser que eu seja obrigada. Gente mal-educada e praias sem graça.

Secret Place I conquistou meu coração. Planos para o próximo ano: levar a melhor amiga de todos os tempos para Secret I. Coitada da cidade, nunca mais vai ser a mesma.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Diário de Bordo (último dia em Secret II)


Dia do golfinho!!!



Eles jogam água na sua cara, te carregam, cantam, dançam e nadam graciosamente. É impossível não se emocionar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mastercard


Camarão gigante e salada de lagosta: 47 dinheiros
Sorvete de baunilha e calda quente de chocolate: 19 dinheiros
Café expresso: 10 dinheiros
Jantar na praia à luz de velas ouvindo Neil Diamond cantar a minha música preferida. Aprender a jantar sozinha e aproveitar cada momento: PRICELESS!!!

Esse já é o terceiro jantar sozinha que eu realmente gosto. Cada minutinho curtido ao máximo, a comida, o ambiente e, principalmente, a minha companhia.

É, vou ter que parar de reclamar da hora do jantar.

Diário de Bordo (dia???)


Passeando pela cidade me bateu um arrependimento monstro de ter escolhido o hotel em que estou. Fiquei na dúvida entre um resort e um hotel na cidade. O da cidade não tinha praia, o resort mostrava uma praia paradisíaca e informava que estava apenas há alguns minutos da cidade. Optei pelo resort.

Pausa para comentário chulo: alguns minutos de C... é R...!

A cidade é uma gracinha e o outro hotel é velho (o primeiro que construíram aqui), mas é barato e super bem localizado. Passado o arrependimento, vamos curtir os últimos dois dias. Levei um livro para a praia, li, li e li, até escurecer. Voltei para a minha Villa e li mais um pouco.

O taxista, muito simpático, quis me dar o cartão dele. Disse que quando eu voltasse ele poderia me ajudar com transfers, passeios e etc. Eu não quero voltar aqui, pensei. E esqueci de pegar o cartão.

Pausa para observação: O taxista foi a primeira pessoa educada que conheci aqui e, coitado, ainda me disse que as pessoas daqui são muito simpáticas porque vivem de turismo. Aonde??? Até agora só vi cara amarrada e resposta curta.

Hora de jantar de novo. A companhia do jantar de ontem sumiu. Fazer o quê? Jantar e ler.
Amanhã é praia cedo e golfinhos à tarde.

Curtinha


- Onde eu posso comprar água por aqui?
- Você pode beber da torneira, é filtrada.
- Mas eu gosto de água gelada.
- Aqui estão seus copos, vocês pode colocá-los na geladeira.




Diário de Bordo (perdi as contas)


As peças que a internet nos prega.

O hotel de Secret Place II é enorme, um resort 4 estrelas, na beira da praia - privativa - com restaurante, bar, cadeiras à vontade e algumas, apenas algumas, pessoas simpáticas. Estou numa Villa com três quartos, três banheiros, sala, cozinha e varanda. As portas da sala são de vidro e a minha varanda tem vista para o campo de golfe. Ainda bem que vi gente jogando hoje de manhã, pois já ia perguntar se podia nadar no lago.

Segundo a minha companhia do jantar de ontem, aqui se hospedam os ricos e famosos do País dele. Hoje acordei entediada com Secret II e feliz por ter perdido o vôo e aproveitado mais um dia em Secret I. Parei, olhei o campo de golfe, pensei (é o que eu continuo fazendo): o que eu estou fazendo aqui?

Toda essa maravilha fica na PQP bem longe da cidade, o táxi para lá é um absurdo. O restaurante muito chique tem preços altos e porções miseráveis, eu não quero alugar carro de novo. Então é isso, faço um tour taxi hoje - porque não tem nada que não seja safári - e nado com o tal do golfinho amanhã.

Sábado eu volto para Secret Place I e tento passar na praia paradisíaca novamente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A história do bonitinho


primeiro jantar. convite pra sair. insistência. resistência. curso às 8:30 na terça. ler o livro antes. bolo no domingo. semana de curso. perseguição na sexta. vexame na madrugada. novo encontro no sábado. esquecimento e desaparecimento. convite na segunda. cansaço. espanhol na terça. gerente fofoqueiro. curaçao na quarta. aruba no sábado. espanhol de noite. espiada de canto de olho. cara amarrada. avião de madrugada.

Diário de Bordo (não sei qual é o dia)


A espera no aeroporto é sempre mais divertida com internet, pizza, café e (quando dá) cigarros.

Primeiro vem o susto, depois a compreensão e então as gargalhadas. Dá vontade de rir sozinha quando lembro da situação de ontem. Polícia no hotel???? Fala sério!

Pensando na vida, na minha vida, é claro - umbiguista que sou. Noto que essas trapalhadas tem acontecido cada vez com mais freqüência. Acredito que tenho que aprender algo com isso.
A ser mais organizada com a minha vida pessoal? Talvez. A relaxar quando imprevistos acontecem? Opção mais provável.

Minha personalidade é essa, não vai mudar. Quem nasce pateta, morre pateta. O jeito é relaxar e rir.

Como assim? (parte II)


Amigo antigo é bom porque lembra como a gente era quando a gente já esqueceu. Então o Amigo D me fez relembrar que eu tinha a mais alta auto-estima jamais vista na face da Terra.
E, o melhor, parece que ela está voltando.

Saldo da confusão:

- Ok, eu sou uma pateta mesmo e isso não é novidade, mas essa característica (não é defeito) acaba me tornando mais interessante porque as minhas histórias parecem inacreditáveis, são engraçadas e sempre baseadas em fatos reais;

- Viajando pelo exterior, saio para curtir o dia na praia, passo o tempo todo jogando bola e brincando no mar com amigos novos. Volto pro hotel descubro que o meu desaparecimento foi reportado para a polícia e todos os funcionários do hotel estavam tentando me localizar;

- O gerente do hotel inventou uma mentira tão boa e tão convincente que até eu já estava acreditando. Conseguiu remarcar minha passagem e, no outro hotel, já estão todos me esperando e preocupados comigo. Tenho que me lembrar de fazer cara de quem sofreu um acidente de trânsito amanhã. Ah, detalhe, ele ainda sugeriu que fossemos até a polícia mentir mais para conseguir o B.O.;

- Eu vou ter que mentir?
- O que você acha que eu estou fazendo aqui há meia hora por você?
- Mas eu não quero mentir.
- Quer pagar mais $$$?
- Ok, eu minto!

- Achei o presente que eu estava procurando e comprei uns mimos pra mim, afinal, eu mereço. Além disso, com toda essa confusão das datas, minha fatura do cartão já fechou e só vou pagar as contas em outubro (de preferência com o bônus);

- Conversei comigo e expliquei que não posso deixar um pequeno incidente arruinar as melhores férias que já tive em toda minha vida. Fiquei meio chateada, mas entendi. Me convidei para jantar num restaurante espanhol maravilhoso e comi, de novo, camarão gigante;

- O gerente do restaurante onde o bonitinho trabalha me viu tomando cerveja e jantando no espanhol. Foi correndo contar pro bonitinho. Hilário! Parece que o ego dele foi pro espaço, segundo o Amigo D;

- Eu vou nadar com golfinhos!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Como assim?


Planejei essa viagem maravilhosa para um lugar paradisíaco. Marquei os vôos, os hotéis e pronto. Deveria ter começado em um domingo de agosto bem cedinho, dez dias depois, numa quarta-feira, eu deveria ir para outro paraíso e voltar para casa no domingo.

Ok, perdi meu vôo. Remarquei tudo. Trabalhei uma semana a mais e, finalmente, as férias.

A viagem começou sábado à tarde e, 10 dias depois, eu continuei pensando que deveria pegar meu avião na quarta-feira. Acordei bem cedo, devolvi o jeep e resolvi passar o dia na praia me despedindo dos amigos que fiz aqui. Quando cheguei no meu hotel, o gerente estava me procurando, com a polícia. Ele havia acabado de reportar meu desaparecimento.

- Você deveria ter feito o seu check out hoje.
- Não, amanhã. Eu vou para Secret Place II amanhã, dia 14.
- Dia 14 é hoje.
- Não, não é. Dia 14 é quarta-feira.

E o policial que estava apenas olhando, diz:
- Hoje é dia 14. Você está bem?

Que vergonha!

Polícia dispensada, mal entendido explicado.

O Gerente liga para o outro hotel negocia um cancelamento, se oferece para mergulhar comigo, mantém o preço da diária. Ok, então eu fico aqui. O Gerente liga para a companhia aérea, não é possível cancelar, remarcamos ou não? Não sei, eu gostei daqui e queria mergulhar. Você pode mergulhar lá também. Ok, eu vou para lá. O Gerente liga de novo para o hotel e remarca tudo de novo.

Dá pra acreditar? Como uma pessoa pode ser tão desligada? Como é possível fazer tanta trapalhada de uma vez só?

Dor de Cotovelo Mode: ON


Pensando na dispensada que eu levei do holandês - so porque apareci no encontro com dois dias de atraso - resolvo tirar a carta do dia. O Amigo G tem me influenciado muito.

Aparece isso: Mantendo-se no passo firme!

O Rei de Paus surge no Tarot como arcano conselheiro para este momento de sua vida, sugerindo a necessidade de manter o máximo de firmeza de caráter diante de situações e circunstâncias adversas. Você sofrerá testes éticos e morais e o mundo observará sua reação diante de tudo isso. Ainda que você transmita uma impressão de autoritarismo e de radicalismo, mantenha-se firme e obterá o êxito almejado. Neste momento, você só poderá contar com sua própria força e vencerá onde outros fracassaram. No final das contas, você descobrirá o quanto pode ser forte em momentos de desafio e ficará feliz ao se perceber com poder sobre sua própria existência. Cuidado apenas com a tentação de exercer poder sobre os outros, pois este não é um verdadeiro poder.

Conselho: Mantenha contato com sua autoridade interior. Confie em si!

Então, eu deveria ou não ter chamado o bonitinho pra sair? A minha firmeza está em manter os propósitos da viagem ou reafirmar os meus valores pessoais?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dias 17 e 18)


17.
O dia inteiro na rua passeando pra cima e pra baixo em um jipe caindo aos pedaços, num calor absurdo, por estradas que nem pareciam existir. Quem disse que não precisa de 4X4 para conhecer esse lugar mentiu feio, muito feio.

Dormi (leia-se: apaguei) às 19h e acordei às 8h do dia seguinte.

Ah, teve também uma tempestade daquelas.

Não sei se o bonitinho veio ao hotel, não cheguei a tempo. Não voltei ao restaurante, fiquei sem-graça. Estou, até agora, tentando descobrir porquê. Mulheres...

P.S.: Não jantei.

18.
Cidade, compras, um pouco de praia.

O melhor das viagens são as pessoas que a gente conhece. Melhor do que qualquer souvenir, perfume ou bugiganga eletrônica. Cada um com uma experiência de vida diferente, com tanta história pra contar. E naquele momento, naquele curto espaço de tempo, são eles que contam. É com eles que você ri, divide uma mesa, se emociona e, às vezes, até briga.

Essa viagem, em alguns aspectos, está realmente diferente.
Em outros, não. Continuo enrolando para não jantar sozinha!

sábado, 11 de setembro de 2010

Curtinha


Entrei na onda do Amigo G e tirei a minha carta do dia ontem, antes de sair.
O Sol. Não me lembro muito bem do texto, mas era sobre auto-confiança.
Dizia que tudo ia dar certo.

Será que eu posso reaproveitar a carta pra essa noite também?
(preciso consultar o Amigo G)

P.S.: Achei o conselho, tirei a carta depois da meia-noite, então é válida para hoje. (ieiiii!!!)


É TEMPO DE BRILHAR!

O Sol é o arcano que tudo ilumina e, na posição de conselho para você neste momento, sugere que é chegada a hora de você jogar claramente e agir com o máximo de confiança possível. A luz afugenta a escuridão e tudo é visto da forma mais transparente, honesta e franca possível. Obviamente, muito do que aparece nem sempre é de todo agradável, mas ao menos você estará lidando com tudo de uma forma justa e, a partir de uma visão clara, o que por si só já é uma prerrogativa de sucesso. A postura mais adequada ao momento é a direta e franca. Tenha confiança no seu taco pois, a partir desta confiança, tudo fluirá a contento!

Conselho: Momento de agir com confiança! Siga em frente!

Diário de Bordo (dia 16) ou Ieiii!!!


Ressaca total. Cheguei na praia meio-dia, deitei na sombra e dormi até as quatro. As pessoas fazendo passeios diários para conhecer tudo, calculando os minutos que vão passar em cada lugar e eu ali, estirada, dormindo na praia de Secret Place. Chiquérrima. Ieii!!!

Vou alugar um carro por dois dias e arrumei um guia fofinho para me mostrar o lugar. Amanhã eu passeio, depois faço compras. Contas eu só faço quando voltar pro Brasil e ainda tem mais um Secret Place na lista das férias. Ieiii!!!

Encontrei um colega do curso no hotel. Ele também está viajando sozinho. Jantar às 20h. Ieiii!!!

Passei no bonitinho, chamei pra ir à boite mais tarde. Ele vai passar no meu hotel depois do trabalho. Ieiii!!!

Diário de Bordo (dia 15 e meio)


Sentimento de derrota: ON e resolvi sair de novo. Encarei a insegurança e fui para a boite sozinha. Bom, mais ou menos sozinha, mas o que vale é a intenção.

Coloquei a roupinha, mandei foto pra amiga de novo, fiz uma hora de drama e saí. A rua estava deserta, pensei em fazer um caminho novo, passar pelo barzinho de sábado passado, tomar umas cervejas (leia-se criar coragem em copos) e, finalmente, ir para a boite.

Bar vazio, ok, direto pra boite. Na esquina, surge o bonitinho todo esbaforido.

- Are you mad with me?
- Nope.
- Really?
- Yup.
- Carol....
- What?

Fiz manha, beicinho, enrolei um pouco mas acabei aceitando o convite do fofo para tomar cervejas. Cervejas, cervejas e boite.

Durou 15 minutos a tentativa de sair sozinha. Perfect!

O sweetheart é casado e faithful. At least é o que ele diz.

Frase da noite: Sweetheart, if I wasn't married you would be in my bed at this time.

Memórias


- Tô com gazes. Ou gases?
- Gases = pum, gazes = bandagens.
- Então eu tô com gases. Eu não paro de peidar e a dor não passa.
- Lembra quando você comeu salmão com alcaparras e ficou esperando o dito-cujo dormir pra poder soltar pum?
- Putz, aquele dia foi o melhor. Quantos gases...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 15)


Voltei ao restaurante do bonitinho. Me arrumei toda, mandei foto pra amiga só pra saber se estava decente, passei perfume, batom, coragem e fui.

Logo na entrada um garçom me pergunta: Tá procurando o Herman?

Tá escrito na minha cara? Pensei.
Não, vim para jantar. Respondi.

Garçom: A sua mesa de sempre?
Sentei e pensei (pensei porque é só isso que eu faço ultimamente, pensar) "De sempre? É a segunda vez que venho aqui."

As pessoas da mesa ao lado puxaram conversa. Novamente o sentimento de pena. Normal, respondi educadamente. O outro garçom bonitinho me chamou de sweetheart a noite toda. Me derreti. Carência mode: ON. Não me chamou para sair. Se me cantou, não percebi também.

Voltei para o hotel. Voltei para a internet.

Dá pra ouvir a música da boite daqui.

Eu já fui melhor nisso.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 14)


Terminei o curso e passei na prova. Estou devidamente certificada!

19:05, dinner time again e — eu aqui — na internet.

Daqui a pouco eu vou.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 13)


Mais aulas teóricas e práticas. Mais praia. Mais mar. Menos jantar.

Doritos e m&m's hoje.

Vou aproveitar a noite para estudar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 12)


Aula de manhã e de tarde. Entardecer na praia.

De repente, hora do jantar. A temida hora do jantar.

Funciona mais ou menos assim:

Depois que resolvo tudo - passagens, hotéis, roupas, passeios - começo a devanear com o lugar. Aí eu embarco, curto a viagem, conheço gente, vou para o hotel e, normalmente, descanso. Ok, dessa vez eu fui tomar cerveja, mas foi só dessa vez.

Acordo bem cedinho - quando é praia - para fotografar o sol nascendo. Tomo aquele café da manhã enorme toda feliz porque estou em (ou de?) férias viajando sozinha.

Nota: Eu amo viajar sozinha.

Passo o dia inteiro na praia toda feliz tomando banho de mar, caminhando e conversando com as pessoas.

Então chega a hora do jantar. Nessa hora eu resolvo trabalhar, navegar na internet, ler, escrever. Eu arranjo mil coisas pra fazer, só para fugir da hora do jantar. Aí a barriga começa a roncar e eu tenho que sair (são 20:35 e eu estou aqui, nessa situação).

Eu odeio entrar num restaurante sozinha, sentar, pedir meu jantar e comer sozinha. Eu odeio jantar sozinha com todas as pessoas do restaurante me olhando com cara de pena.

Eu odeio a hora do jantar!

(P.S.: comi no Burger King, pedi "para viagem")

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 11)


Superpreguiça ativada!
Faltam 74 páginas e os vídeos. As aulas começam amanhã às 8:30. Eu fico repetindo para mim mesma: vai dar tempo, vai dar tempo!

Tenho trabalhado nas minhas fotos, exposições do alheio e ainda bisbilhoto os e-mails do trabalho oficial.

Qual é o propósito, mesmo, de tirar férias?

domingo, 5 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 10 parte 2)


Se eu fosse um camelo, poderia passar dez dias sem comer depois do café da manhã que eu tomei.
Peguei meus livros e fui para a praia.

Dia quente, água quente. Tudo muito quente.

Velejei e tirei algumas fotos à tarde.

Não vou sair hoje, janto e volto para o hotel (eu não sou um camelo e já estou com fome de novo). Li apenas 35 páginas, das 178 que tenho que ler para curso.

Diário de Bordo (dia 10)


Neverland!
Se você pensa que as saias são curtas no Brasil, não viu nada ainda.

Festas e mais festas. Bares e boites.

Acordar cedo amanhã pra fotografar o sol nascendo no mar. Será?
O sol nasce às cinco horas da manhã.
Acho que não.

Enfim, férias!

sábado, 4 de setembro de 2010

Diário de Bordo (dia 9 - continuando)


Há! Consegui viajar. Agora estou aqui, dentro do avião, roubando internet do aeroporto.
Oooops... Hora de desligar de novo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O que me faz feliz


  • Batata palha;
  • Ficar na cama o dia inteiro no domingo;
  • Assistir Sessão da Tarde;
  • Comer brigadeiro de colher;
  • Ler um livro interessante;
  • Cozinhar para os outros;
  • Falar com amiga ao telefone por horas e horas;
  • Ter um dia agitado no trabalho;
  • Chegar em casa e ver o Igor rolando no chão, mostrando a barriga;
  • Saber que, apesar de todo o charminho, tenho alguns bons amigos;
  • Contemplar o mar;
  • Dormir ouvindo o barulho das ondas;
  • Ver tudo dar errado e ter a certeza de que tudo vai dar certo;
  • Rir de mim mesma;
  • Escrever um texto bom;
  • Fotografar, fotografar e fotografar;
  • Tomar um bom vinho sozinha enquanto faço jantar;
  • Namorar;
  • Dançar;
  • Viajar;
  • ...

domingo, 29 de agosto de 2010

Deu tudo certo


Semana de ralação. Preparar tudo para as férias e sair tranqüila.
Ditado Popular do dia: Há males que vem para o bem!

Ia viajar sem a carteirinha de vacinação. Agora não vou mais!!!
Tempo para preparar as exposições de setembro e arrumar as coisas no trabalho.

Bom, muito bom.

A mala já está pronta e vai ficar enfeitando a minha sala até sábado.

Diário de Bordo (dia 8 - eu acho)


Perdi o vôo! Férias postergadas para a próxima semana.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vôo

- Você me pega amanhã?
- Claro. Que horas?
- Acho que das 19h às 23h está bom, mais que isso eu não dou conta!
- Sério!!!
- 19:15. (tentei)

Diário de Bordo (dia 6)


Praia finalmente! Parou de chover a tarde e consegui ir à praia.

Lembranças do passado


E como diria o Eggs: Só piora. E no quesito Só Piora: Troféu jóinha pra ela. O amigo D também poderia completar com: assim como são as pessoas, são as criaturas.

Internet aproxima e afasta, tudo depende da conexão.

Então fica assim e amanhã será outro dia (óbvio).

O twitter da vida real continua me perseguindo, minhas relações tem a duração máxima de 140 segundos.

#nowplaying: that's just the way it is, some things will never change, na rádio F.D.P. que toca na minha cabeça.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diário de Bordo (dia 5)


As férias seguem da maneira mais inesperada possível. Hoje choveu o dia inteiro e continua chovendo. Tenho treinado mais a minha habilidade em negociar do que fotografia e inglês.
Minha companheira de viagem tem feito passeios turísticos e eu, compras e mais compras. Se eu não me controlar só vou poder tomar água (da torneira) quando as férias reais começarem.

Gostaria de saber o nome de quem inventou o parcelamento da fatura do cartão de crédito para poder acender uma vela pra essa bendita alma lá na igreja do Bonfim.

Each man kills the things he loves


Os meus passarinhos são, assim, ariscos. Eles pousam cada perninha em um fio e vão se equilibrando. Voam, pousam, voam de novo, pousam mais uma vez e ficam nessa palhaçada ad aeternum.

Não deve ser muito confortável ser meu passarinho!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Você em mim


- Você me ama?
- Muito.
- Mais do que tudo na vida?
- Mais do que a minha própria vida.
- Se eu morresse você iria ao meu enterro?
- É claro.
- E iria chorar?
- Para sempre.
- Se eu morresse amanhã o que você faria?
- Amanhã?
- É.
- Putz, mas tem que ser amanhã? Não poderia ser depois de amanhã?
- Por quê?
- Amanhã é dia de futebol!

Diário de Bordo (dia 3)


Museu de Arte Contemporânea, Sambódromo, Azulejos, Hotel, Jantar no Iate, Hotel.
Falta muito pra sábado?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Agora é oficial ou Diário de Bordo (dia 2)


Eu sou o serzinho mais anti-social que já vi por aí.

Passeio corrido (mas muito corrido) ao Corcovado, Jardim Botânico, Mirante do Leblon, Shopping (de novo) e, mais tarde, ao Pão de Açúcar.
De noite, trabalho para ela, praia para mim.

Individualista, sim. Egoísta, sim. Feliz, sim!

Acho que minhas férias começarão no próximo sábado, tão logo a viagem termine.

Ao menos eu tentei.

Diário de Bordo (dia 1)


  • Aeroporto fechado: 30 minutos sobrevoando a cidade e eu tentando dormir no avião. (Nota Mental: nunca mais comprar vôo para o Santos Dumont - medo, mamãe, medo!!!);
  • Minha companheira de viagem ficou doente e acha que o problema foi causado pelo excesso de poeira no meu carro. Ok, o cara levou duas horas e meia pra lavar, mas eu nunca ouvi falar de alguém que morreu de poeira;
  • Chopp com fritas na Taberna Atlântica - restaurante que costumava frequentar com a minha avó há 25 anos atrás;
  • Tarde mais que agradável com a tia mais perfeita da (al)face da Terra. Uma senhorinha muito inteligente e peruinha, com 7.6, que adora andar (em shoppings), almoçar com as amigas no iate e tomar seu whisky sour (volto em outubro para revê-la, com certeza!);
  • Compras na feirinha, compras no shopping, Mc Donald's e limpeza de pele - totalmente grátis - na Clinique (Ok, ok, depois de comprar um creme pra rugas. Mas a moça pediu pra voltar na terça e prometeu que vai fazer outra - dessa vez não vou levar o cartão de crédito);
Piada ao vivo: enchi a boca de sabonete líquido pensando que era Listerine.

domingo, 22 de agosto de 2010

Física


Tudo depende do referencial.
Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e sentido contrário.

Você em mim


- É aquele livro que está na última prateleira, moço.
- Esse?
- Não, do lado.
- Esse livro é raro.
- Não perguntei se é raro, disse que queria levar.
- Mas esse aqui eu não posso vender.
- Está na prateleira por quê?
- Não está na prateleira.
- Ah.. eu estou tendo uma ilusão de ótica?
- Já estou tirando...
- Sim, isso eu estou vendo. Vai vender ou não?
- Não posso.
- Tá.
- Ei, aonde você vai?
- Embora.
- Por quê?
- Vai vender o livro?
- Não.
- Então..
- Você não quer tomar um café comigo?
- Não, obrigada. Sou rara, não estou na prateleira.

Falta de Linearidade


Sempre perdi pontos em redação por isso.

Acho que voltou.
Não sei.
Scarlett Mode On: pensarei nisso amanhã.

Hoje não sou Pessoa, estou Caio Fernando Abreu e um pouco Clarice.

P.S.: Alguma coisa está cheirando muito bem em mim e eu não sei o que é. Preciso descobrir (pra comprar mais).

P.S.2: Coloquei os fones de ouvido na mala. Tirei da mala pra testar. Surpresa!! (ou não) O Igor comeu o fio dos fones.

sábado, 21 de agosto de 2010

Férias (3)


Perdi o tesão pelo Blog. Vou viajar. Talvez volte. Talvez não.

Curtinha (mal-humorada)


Eu odeio mostrar fotos no meu computador. As pessoas sempre colocam os dedos na tela. Não sei porquê. Não tem nada escrito em braille na tela.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Clarice

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite"

Curtinha


- Se eu ficar igual a minha mãe eu me mato!
- Eu não me mato, mas juro que faço terapia.

Atrapalhada

Victor e Léo no You Tube. Um chat no skype, outro no Facebook, frases curtinhas no twitter para relaxar. E-mail do trabalho aberto e o pessoal também. Ah, blogger aberto também, é óbvio.

Tarde em hotel-office. Processos de trabalho e tensão pré-férias. Começa a anoitecer em São Paulo. Frio. Muito frio. Queria estar em casa. Estou cansada, sempre cansada. Não durmo direito há um mês e não me alimento bem.

Volto pra casa no dia em que a hóspede chega. Ainda preciso ir ao supermercado comprar comida e pensar na acomodação. Não arrumei as malas e nem sei o que levar. Viajo amanhã, domingo, quarta, sábado, domingo, quarta e domingo de novo. Não sei o que levar! Esqueci do gato. Tenho que deixar o gato no veterinário e pegar a minha carteira de vacinação. Deveria fazer uma lista, mas ando perdendo as listas que faço.

Amanhã tem exposição e no dia 27 também. Falta o release dos eventos de setembro. Faltam os currículos dos artistas. Terceirizei a entrega das fotos da minha exposição e o serviço da gráfica. Eu quero meu casaco. O meu casaco quer viajar nas férias também. O casaco foi passear na gráfica.

Eu quero tempo. Eu quero dias com 30 horas iguais aos do Unibanco. Eu quero uma sopa e um sanduíche.

Mas o pior, pior mesmo, é gostar de tudo isso.

Adoro trabalhar demais, adoro não ter tempo, adoro ficar sozinha, adoro comer pouco e não dormir. Adoro pressão e estresse. Adoro quarto fumante e mensageiros simpáticos. Adoro aeroporto, atrasos, fotos de madrugada e photoshop até amanhecer.

Amo minha vida do jeito que ela é.

Nietzsche


Temos a arte para não morrer da verdade.
- Você não faz mais sentido para mim.
Ele disse.

Saiu e bateu a porta como um qualquer. Era um qualquer que morava em mim há dois anos.

Repeti aquelas palavras todos os dias, religiosamente, por um mês. Como se fosse encontrar algum significado oculto naquela frase.

Quando não tinha mais forças para tentar entender, chorei. Como um pano de chão que a gente torce até não cair mais nenhuma gotinha de água suja, chorei.

Chorei e chorei mais ainda. Chorei até pensar que nunca mais sorriria.

- Você não faz mais sentido para mim.
Ele disse.

Sem explicações, desapareceu no barulho de uma porta se fechando num quarto vazio. Deixou a dor, o espaço, a solidão.

Houve um tempo em que nada fez sentido para mim.

Ainda lembro


Verdinha e com folhas reluzentes. Frondosa. Sombra a quem precisava descansar. Flores a perfumar o caminho. Frutos não. Nunca deu frutos.

Nunca parei pra pensar nisso.

Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem...

Começou quando as flores murcharam. Depois foram as folhas. Caíram uma a uma, até não sobrar nada. De longe se via o tronco retorcido. Ela estava seca. Ainda assim em pé. Ainda assim imponente.

Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra, cavada no coração
Resignado e mudo, no compasso da desilusão

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão



À primeira vista, causava um impacto... nada positivo. Aos poucos o olhar se acomodava e tornava-se agradável.

(ou invisível, nunca parei para pensar nisso também)

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Quando eu me encontrar
Depois que eu me encontrar

Voltou a ter folhas. Flores. Frutos não. Nem frondosa. Sombra não. Nem perfume. Não se recuperou. Ela era a sombra. A sombra de um passado.

Não vergou.
Não morreu.
Transformou-se.

Se não fosse árvore seria bicho. Se fosse bicho, seria a borboleta invertida que começa voando colorida e termina estática, verde e gosmenta, grudada em um tronco retorcido de uma árvore seca.

Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos pra voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?

Ainda assim, o tronco - seco e retorcido - parecia mais forte. Firme.

Não sei.
Também não pensei nisso.

Parecia velho. O mais velho de todos os troncos velhos, secos e retorcidos. Ela parecia saber todas as coisas que as árvores devem saber. Se houvesse um jardim ou qualquer vegetação em volta, aquela árvore semi-seca, daria conselhos às jovens plantinhas.

Mas não havia nada.
Nunca houve.

Ela nasceu num círculo de terra delimitado por concreto.