quarta-feira, 16 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Três lágrimas.
Contive o resto.
Não posso.
Não devo.

Reflita!

Eu juro que é melhor
Não ser o normal

As linhas tênues da vida

São várias. Algumas óbvias, outras nem tanto.

Ora tácita, ora explícita. A linha.

As linhas.

São várias.

Não devo pisar nas linhas. Transtorno obsessivo-compulsivo. TOC. TOC. TOC. Três vezes. E pulo a linha. A riscada. Não vejo a tênue. Você enxerga? Pode me mostrar, por favor? Afinal, o que é tênue?

Perco-me no emaranhado das linhas.

Alguém, por favor, venha me salvar. Nunca pedi nada. Só à Deus. Ninguém ouve. Alguém desata esse nó?

Embolada. Embolada. Embolada.

Acredite naquilo que você não vê. Ouça. Sinta. Inspire. Expire. Quebre. Transgrida. Grite.

Liberte-se!

Não me consuma! Não sou seu bem.

Grito. Transgrido.

Liberto-me.

domingo, 13 de maio de 2012

Acho digno sofrer calado

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto


Angústia. Ansiedade. Nó na garganta. E todas as sensações (péssimas) que a ausência de alguém querido pode causar. Você liga. Manda mensagem. E-mail. Carta. Vai num pai-de-santo. Taróloga. Grita com todos os oráculos. Faz simpatia. E nada.

É, às vezes, é assim. Não adianta, por mais que você se esforce, não vai ter jeito. Quando um não quer... Não acontece e pronto! E toda a sua inteligência desce ralo abaixo junto com as suas lágrimas de autocomiseração. 

Aí, você se joga na vida mundana. Bebe. Passa de boca em boca procurando um sabor que, já sabe, não vai encontrar. Sonha com os abraços. Fecha os olhos lentamente, inspira, sente o cheiro da pessoa no ar. Quase pode tocá-la. Abre os olhos pra ver a ilusão se desfazer.

E, nesse meio tempo, enquanto sofre feito um condenado, imputa o mesmo sofrimento à outra pessoa. O não, dito com todas as letras, passa a ser um talvez. E você insiste. Não ouve. Faz da vida do alheio um inferno.

Persegue. Faz drama. Inventa desculpas para se materializar em todos os lugares em que a pessoa está ou possa aparecer. Liga para os amigos dela. Procura o nome da figura nos sistemas de busca da Internet. Cozinha o coelhinho de pelúcia da pessoa na panela!

E ela faz o quê? Estoura, né? Numa reação digna de filme hollywoodiano. Em terras tupiniquins, pode-se dizer "arma um barraco".

Então você faz cara feia. Sai batendo porta. E ainda reclama da falta de educação. Diz aquelas frases ótimas que se iniciam, invariavelmente, com "No meu tempo...".

Que tal uma dose de dignidade?
Amigo G. fez visita de inspeção. Não encontrou os tão falados defeitos da obra. Comeu, dormiu e depois transformou-se na Fada Madrinha Arrumadora da Cozinha. Adoro! Sei que deveria ser mais educada. Não é bonito colocar a visita pra lavar louças. Mazahhh... Paciência! Ao menos fiz a comida com carinho. Muito carinho.

Saudades do Amigo G.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Castrado sim, mas muito macho!

Hoje eu descobri que o Igor é muito macho. Ganhei um presente que vinha com uma fitinha laranja. Peguei a fita e dei um laço no pescoço do gato. Miou, resmungou e ficou um pouco arisco. Até aí, tudo bem, ele é enjoadinho mesmo. Não gosta de ser contrariado.

Peguei a máquina fotográfica pra registrar o meu lindinho todo enfeitado. Pra quê? Virou um gato do mato, jaguatirica selvagem, pantera cinza do Centro-Oeste. Correu pela casa. Fugiu. Deu piruetas no ar. E, ainda, escalou a rede das janela fugindo da foto.

Guardei a máquina. O bicho voltou para o meio da sala e deitou.
Vai entender...
Esse gato tem cada uma!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Bethânia

Não mexe comigo que eu não ando só
Eu não ando só, que eu não ando só
Não mexe não

(...)

Sou como a haste fina que qualquer brisa verga
Mas, nenhuma espada corta

Não mexe comigo que eu não ando só
Eu não ando só, que eu não ando só
Não mexe comigo

O Rei e eu

Você foi... 
uhuuuuuuuuuuuuuu
O maior dos meus casos
De todos os abraços 
O que eu nunca esqueci    

O Rei e eu. E o gato, é claro. E os vizinhos que escutam o meu uhuuuuuu toda vez que o Rei canta. Estamos todos em casa. Especialmente felizes. Ah. Os vizinhos estão em casa também. Nas deles. Participam pela janela. Finjo que não é comigo. Sou afinada sim, meu filho, você que não tem ouvido!   

Não adianta nem tentar
Me esquecer
uhuuuuuuuuuuu
Durante muito tempo 
Em sua vida
Eu vou viver  

O Rei arrasa. Toca a alma. Se é que isso existe. O brilho da lua entra pela janela e ilumina a sala escura. Lembranças povoam o pensamento e enchem o ambiente. 

Se você pretende
Saber quem eu sou,
Eu posso lhe dizer.


E quem, hoje em dia, quer realmente conhecer alguém? As relações twitter. São 140 segundos e nada mais. O que é uma amizade? Interesses comuns talvez. Amor? O que é amor? É gostar daquele que não me contraria. No máximo.

Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo


Pausa. Silêncio é necessário. Silenciar a voz. A alma. O coração. Pausa.

Hoje, eu ouço as canções que você fez pra mim
Não sei por que razão tudo mudou assim
Ficaram as canções e você não ficou


O Rei usa uns brincos ridículos. Eu nem ligo. Ele é o Rei. É verdade, ele é o Rei, mas eu prefiro essa música com a Bethânia. Definitivamente.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eu odeio futebol!

- Amor, almoça comigo hoje? Preciso falar com você.
- Claro! Algo sério?
- Nada preocupante. Só saudade mesmo.
- Certo.
- Te pego 12:30.
- Te espero.
- Beijos.

Cabeça de mulher é algo surpreendente. Mil e um roteiros de filmes melodramáticos passaram pela minha mente no tempo transcorrido entre a ligação e o horário do almoço.

Ele está com câncer em fase terminal. Não, não é possível. Estaria com a voz mais triste. Arrumou outra. Batata que é isso! Canalha... Ainda quer ver a minha reação quando me falar da sirigaita. Homens não prestam mesmo. Mas ele sempre foi tão gentil. Não faria isso comigo. Não dessa maneira! Talvez seja só saudade. Se bem que ele diz todos os dias que sente saudades de mim. Pra quê me tirar da repartição? Convite formal para almoço? Tem algo errado aí. Se fosse coisa boa, era jantar. Vinho, luz de velas, quiçá uma esticadinha romântica.  


- Amor?
- Sim...

Reticente, voz trêmula, olhar vago.

- Sabe o que é?
- Olha, não quero ser indelicada, mas se soubesse...
- Você e sua mania de imaginar sempre o pior!
- Não imagino o pior, mas o desconhecido nem sempre é agradável.
- Fica prolixa quando está em situação desconfortável.
- E você? Formal, diplomático. Nem parece o cara que..
- Não te chamei aqui pra brigar!
- Então desembucha, porra!
- AHN?
- Desculpe-me, escapuliu.

O garçom traz os pedidos. Silêncio sepulcral. Nos olhamos. Nenhuma palavra. Nenhum movimento.

- A comida vai esfriar.
- Eu te amo!
- Quê?
- Era isso. Queria dizer que eu te amo. Queria que fosse um momento especial, fora da correria, do dia a dia atribulado. Algo pra nos lembrarmos pra sempre, sabe?
- Deu certo. Dificilmente esquecerei esse dia. Aliás, vou até dar um nome específico pra ele: O Dia Internacional do Terrorismo Amoroso.
- Você poderia ser um pouco menos sarcástica.
- E você quer que eu diga o quê?
- Que você também me ama... Seria um bom começo.
- Eu posso até te amar de uma forma geral, mas nesse exato momento estou com ódio de você.
- Não faz assim..
- A comida vai esfriar!

Mais três doses de silêncios. Todos sepulcrais. Almoço engolido à pulso. Olhadelas discretas no relógio. Movimentos automáticos. Quase robóticos. Enfim, conta. Enfim, carro.

- Queria te dizer também...
- ...
- Você não quer saber?
- Não quero interromper.
- Então...
- O quê?
- Você é a mulher da minha vida. É com você que me vejo envelhecer. Criar meus filhos. Ficar rabugento junto, sabe?
- Mesmo?
- Juro! Te amo muito. Nunca me senti assim antes. Já tive paixões, mas agora é pra valer. Não é frio na barriga. É amor.

Perdão instantâneo. Blecaute. Muda a cena. Olhos fechados. Igreja barroca. Coral de vozes femininas entoa Chuva de Prata. Vestido branco. Buquê pequeno. Pajem e daminha carregam as alianças.

- Amor? Você está dormindo? Já chegamos.
- Ah, estava distraída. Te vejo à noite?
- Claro.

Tarde - completamente - improdutiva. No quesito trabalho, é claro. Vida pessoal a mil. Google trabalhando a todo vapor nas pesquisas de igreja, cerimonial, vestidos, doces, bufê, locais para recepção e, é claro, lua de mel.

- Vamos tomar um chope?
- Já? Perdi a hora...
- 19:30!
- Sim, te encontro no estacionamento.

O bar de sempre. As pessoas de sempre. O horário de sempre. O olhar novo. Olhar de amor.

- Eu estava pensando sobre o nosso almoço..
- Eu também!
- Diz..
- Fala você primeiro.
- Não, fala você..
- Bom, nós nos entendemos muito bem. Nossos gostos combinam, nossos projetos de vida e tudo mais. Parece, mesmo, que a gente se completa...
- Eu também penso assim.
- Então...
- Diz..
- Acho que a gente deve terminar o nosso relacionamento por aqui.
- O QUÊ???
- É. Isso vai evitar que a gente macule o nosso amor com brigas bobas, falta de respeito e todas essas coisas que acabam acontecendo nos namoros.

- O QUÊ???
- Sei que é difícil de entender, mas é o melhor a ser feito nesse momento. No futuro, você vai me dar razão.
- O QUÊ???
- É... igual ao Pelé, sabe? Acho que a gente deve encerrar nossa "carreira amorosa" no auge.

E, desde então, odeio futebol!

domingo, 6 de maio de 2012

Princesa... Fiona?

Trabalho mental, braçal e de outros tipos se existirem. Sem muito tempo para pensar, criar, procrastinar. As funções domésticas ainda me consomem. Isso e a mania de inventar coisas. Por que comprar uma estante se posso fazer uma, não é mesmo?

Continuo só. Eu e o gato. Isso quer dizer que acumulo as funções de lavadeira, cozinheira, faxineira e (péssima) passadeira. Digo que acumulo porque agora penso que sou marceneira, pedreira, bombeira e eletricista também. 

Minha porção princesa anda escondidinha dentro de caixas. Caixas que limpo, lixo e pinto. Monto e desmonto. Paredes que retoco. Pias que instalo. Sifões que conserto. Lâmpadas e pneus que troco. Tudo isso me afasta cada vez mais da minha parte princesa. 

Ai! Quebrei a unha. E agora? 

Lixa 150 da 3M nela!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Encontros e Desencontros

Andando despretensiosamente deparo-me com alguém. Vejo-me em seu olhar. Reconheço-me. E agora?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sem tempero

É só!

Eu tenho

Espaços vazios e silêncios intermináveis. A alma repleta de bondade (quase) sempre disposta a ajudar. Carinho. Amores além da vida. Olhar terno e compreensivo. Abraço quentinho e aconchegante. Mãos suaves. Voz firme. Boas palavras. Nem duras, nem complacentes. Simpatia e doçura. Bom caráter.

Charme. Cachinhos grisalhos. Olhos fundos que guardam tanta dor. A dor de todo esse mundo. Resiliência. Dificuldade para lidar com dinheiro e sentimentos. (Não nessa ordem). Vontade de ser feliz acima de tudo. Péssima memória. Manias.

Amigos que me chamam de sereia. Gato cinza. Vida colorida. Má vontade quando contrariada. Incertezas. Cervejas na geladeira. Gosto musical duvidoso. Juízo. (Mas faço questão de esconder). Medo de amar.

Momentos de Infinita Tristeza. Outros de Esperanza. Poesia emanando dos poros. Malemolência. Indolência. Fases de procrastinação. Desafetos. (Nenhum inimigo). Admiradores secretos. Surtos de exibicionismo. Gastrite crônica.

Tudo o que sempre quis!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

É isso?

A gente tem essa coisa de olhar e saber. Sentir, será? Não pensa. De repente, tá lá. Não precisamos de palavras, nem de muito contato. Deve ser a convivência. Dizem que os casais muito velhos são assim. A gente nem é muito velho ainda e já tem isso. Imagina se envelhecermos juntos? Será que vai rolar telepatia?

Acho que é por aí. Às vezes te olho e passa uma montanha-russa dentro de mim. Um misto de medo, ansiedade, felicidade. Não é fácil descrever. Outras vezes tenho ódio. Imagino o mundo sem você. Mas choro sozinha. No meu canto. Baixinho. Só de pensar em te perder.

Tudo é contraditório. Sentimentos. Sensações. Nada parece real.
Então.. é isso?
É amor?

domingo, 22 de abril de 2012

O que a cachaça faz com as pessoas

"Pode ir embora
Deixe as lembranças que restaram de nós dois
Que a qualquer hora
Vai se arrepender e a saudade vêm depois
Não adianta
Segue seu caminho sem lembrar que um dia eu fui

o amor da sua vida 
Vai fecha a porta
Faz como se tudo não passasse de ilusão
Me ignora
Destrói o sentimento e vai atrás de outra paixão
Esquece tudo prometo não chorar e nem tentar te convencer
Que um dia amei você"

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Achei tão lindo...

Menina, tem que ter alguém pra cuidar de você. Você faz muita besteira!

Isso depois de revelar que estava doente há três dias e ainda não tinha procurado um médico.

Diário íntimo

Tem coisas que a gente não aprende, não é mesmo? Ou esquece. Ou um sei-lá-o-quê acontece. Mas é assim. Esses altos e baixos. A coisa da calmaria depois da tempestade. Bonança. O nome que preferir. O ditado que mais se aproximar. Sempre assim.

Caso particular, é claro. E não aprendo. Continuo surtando. Tô lá na vida, vivendo, me achando a adultinha amadurecida. Cheia de cabelos brancos. Segura, forte, enfim, resolvida mesmo. Piso numa casca de banana e me esborracho. Pronto. Tudo acabado!

A adultinha entra numas. Fica louca. Sofre. Chora. Se desespera. (Falo da adultinha em terceira pessoa porque ainda quero crer que não sou eu). Caso particular, eu sei, vamos lá. Chego ao ponto de ter pena de mim mesma. Pior. Realmente acredito que sou digna de pena. E sofro... horrores!

Tá, e daí? Eu perguntaria.

Três dias depois, a epifania, não é amigo G.? As coisas simplesmente se resolvem sozinhas. O mundo volta a ser colorido. A louca é uma realidade distante que se confunde com a fantasia. Penso se precisava mesmo chegar ao ponto que chegou. Será que o sofrimento era real? Ou invento dores pra chamar a minha própria atenção? Complexo.

A única conclusão (até agora) é que a terapeuta tem mais um ano de salário garantido. E o Dr. Basílio... Ah, esse deveria fazer um programa de fidelidade. Eu teria várias consultas grátis.

Mas dizem que é por aí.
Sigo por aí, então, pra saber se é verdade o que dizem.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sensibilidade

- Sinto um vazio interior que dói de uma forma tão intensa que é até difícil de explicar.

Gastrite crônica, disse a médica. Helicobacter pylori e mais um blablabla que não consegui prestar atenção. Excesso de remédios ou falta de interesse. Pense o que quiser. Acabou com o meu Mal-do-Século em dez segundos.

- Você tem gastrite, minha filha, não sofre de sensibilidade artística aguda. Gastrite, entendeu? Não é uma alma torturada pelas incertezas da vida. Existe uma bactéria morando no seu estômago. Isso não é angústia. É doença.
- Mas.. doutora?
- Tome o remédio e repita o exame daqui a 30 dias. Próximo!
Feliz Dia Internacional da Autocomiseração pra você também!

domingo, 15 de abril de 2012

A sereia às vezes passeia. E vem no fundo do mar. E se diverte. E é só isso.

sábado, 14 de abril de 2012

Desenvolvi um sistema de recompensas recentemente. Cada tarefa doméstica bem executada equivale a uma cerveja. E se não posso tomar a tal cerveja no dia, reservo para o final de semana.

Resultado: Cervejas sem culpa até o final do ano!

E o hoje é dia de quê?

Faxina!

Parece que a minha vida se resume a isso: limpar e arrumar.
O mais incrível é que por mais que limpe e arrume, não fica limpo e arrumado.

#comoassim?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Tese da Validade

Hipótese
Se o queijo foi congelado antes de perder a validade e o congelador é praticamente um portal do tempo, ao tirar o queijo do congelador, ele vale pelo prazo restante que não foi utilizado. Isto é, deve-se contar os dias de validade restantes após o congelamento e somá-los à data de descongelamento para se obter a nova validade.

Experimento
Retirar o queijo do congelador, descongelar no forno de microondas e comê-lo.

Teste de hipótese
Aferição da condição de saúde no dia posterior ao experimento.

Dados
Queijo do tipo: Gorgonzola.
Data de fabricação: 21/04/2010.
Data de validade: desconhecida (apagada).
Data estimada do congelamento: meados de maio de 2010.
Data de descongelamento: 11/04/2012.
Quantidade ingerida: 200 gramas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O prédio do Seu Crêisson

Ativar a Airport.
Ativada.
Buscando redes...

Redes disponíveis:
Dlink
Fran
Multilaser
Linksys
Minha Rede
Marvio

Márvio???

Márvio, agora é só você. E não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.

Carta para um Lindo

É assim que as coisas acontecem. E é difícil suportar. Tão trash. Ver o vazio do alheio. As pessoas-formiga que nos rodeiam e não são tocadas quando se deparam com a sensibilidade pura. As pessoas, em sua maioria, resumem-se a máscaras ou cascas.

Aprender a viver o momento. Isso é importante. Tem gente na nossa vida que é só um café, não queira transformá-los em jantar. São pequenos demais. Não nos alimentam. Você tem de aprender a ver a história da forma que ela é e não da maneira que gostaria que fosse. Então se adapta. E não sofre tanto.

(eu estou aprendendo)

Quando passei a fazer isso de forma automática achei que não sabia mais sentir. Não é isso. É viver o momento e saber onde pisa. Pensei nisso hoje e lembrei de você.

Você é bonito, interessante, inteligente. Diferente desse povo que está disponível por aí. Você é sensível e não se envergonha disso. Assume e se permite sentir. 

A gente não sabe lidar com rejeição, despedidas e etc. Ninguém foi criado para isso. Adeus é cruel. Escrevi algo sobre isso um dia. O adeus do amor pode ser pior do que o da morte. O da morte é inevitável, num dado momento a gente consegue entender. O do amor não.

A pessoa parte, continua vivendo sem a gente e parece que é exatamente isso que a gente não entende. Como amar tanto um alguém que vive a própria vida sem se incomodar com a nossa dor, sem notar nossa existência?

Acho importante sofrer. Digno, sabe? Acho que a gente tem de sofrer até purgar. E, ultimamente, não tenho sofrido (muito). Ou não sofro o tanto que costumava sofrer. Daí, comecei a sofrer por me achar anestesiada.

Não é difícil viver, mas a gente quer controlar tudo. Quer que as coisas aconteçam do jeito que a gente imagina. E, de repente, a gente se frustra sozinho.

E o universo fica lá, parado,  esperando a gente voltar pro nosso rumo pra colocar as coisas boas na nossa vida de novo.

Acho que é por aí.
Se cuida.
Te adoro.

Pequenas alegrias

Balança o rabo de um lado pro outro. Ataca o chinelo e corre com ele na boca por toda a casa. Morde o pincel. Derruba a espátula. Faz estrondo e se esconde. Espia. Mia e se esgueira. Faz charme. Canta junto com Alcione. Morde meus pés. Foge. E me faz sorrir.

Wishlist

Sentir.
Ou saber sentir.
Tanto faz.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu e os chuveiros

O chuveiro que veio com o apartamento queimou. Fiquei com preguiça de trocar. Passei 9 meses tomando banho frio, até que um amigo me deu um novo e instalou. Era ótimo. Queimou também. Aí, foram mais 5 meses de água gelada.

Engraçado. Eles sempre queimam no inverno.

Um colega do trabalho mudou-se para São Paulo e me ofereceu o chuveiro da DCE. Ficou meio sem jeito, falou que tinha custado apenas oito reais, mas era razoável. Ele estava com dó de mim. Ou queria que eu parasse de resmungar dos banhos gelados. 

Aceitei na hora! Amigo G. instalou. Aproveitou para lavar as louças, eu estava com a mão engessada.

Recentemente resolvi reformar o banheiro. Achei que, finalmente, merecia um bom chuveiro. Tinha que combinar com a nova proposta do cômodo. Comprei um chuveiro chiquérrimo, de um bilhão de dólares, cromado, com pressurizador e tudo. Um luxo!

Agora o banho é assim: água de pelar porco ou pingos gelados!
Ai que saudade do chuveiro de oito reais...